Archive for março 1st, 2010
AÍ QUE MORA O PERIGO
Lula diz que governo de Dilma terá a cara dela
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que, quando ganhar eleição, a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) vai fazer um governo ao estilo dela, a cara dela. E que como participa do governo atual, a pré-candidata tende a fazer mais e melhor. Mas ressaltou que agora não é o momento de fazer prognósticos do que vai acontecer, mas de trabalhar para que Dilma ganhe a eleição.
- Vamos trabalhar pra ganhar as eleições, depois então a gente começa a fazer prognóstico do que vai acontecer – disse.
Lula respondia a uma pergunta sobre a continuidade no governo uruguaio com a posse de José Mujica, eleito pela Frente Ampla, coligação de esquerda que está no poder desde 2005.
(*) Globo Online.
A PROPÓSITO
E O ZD, VAI CONTINUAR DANDO AS CARTAS?
- Em qualquer parte do planeta, é necessário pelo
menos uma geração para se consolidar uma fortuna.
‘Nestepaíz” dos mensaleiros, basta meio governo. *
(*) Acir Vidal, editor do site.
Apanho algum noticiário e já sinto
um formigamento de inferno:
futilidades, bandalheira, morte.
Que mundo é este?
(Nelson Hoffmann)
Não é de hoje, a televisão brasileira, no afã de elevar os índices de audiência de suas emissoras, acabaram por reduzir ao nível do esgoto e da excrescência o padrão de seus programas. Big Brother Brasil, Casa dos Artistas, No limite e Fazenda, para ficar nos exemplos mais recentes, alavancam a corrida pelo Ibope, suscitando o frenesi de boa parte dos telespectadores, desencadeando um frisson jamais visto nos lares do País. O Brasil carece de debate sobre os parâmetros éticos que deveriam nortear as instituições, sejam elas públicas ou privadas. A televisão, quando abre as linhas de seu 0800 para ouvir o povo, nada de essencial ou profundo se discute. Quando muito, são quinquilharias da masturbação sócio-filosófica, nada a ver com os destinos da economia, da política, mas com a preferência do eleitorado midiático sobre quem deveria ou não ficar até o fim nesses programas de confinamento. E a disputa vira motivo de atenção nacional, exibindo cada vez mais cenas picantes de relacionamento entre pessoas de diferentes níveis culturais e sociais, encerradas numa casa improvisada nos estúdios das emissoras.
Desde a retomada da democracia e da conquista da liberdade de imprensa em nosso País, nunca fomos tão bombardeados pelo nonsense e pela banalização (tanto da vida quanto da morte). E tanto esses programas (que institucionalizaram a baixaria) como o noticiário em geral, tem levado ao paroxismo uma espécie de excrescência cultural, que aproveita o pior do ser humano, para se alcançar os objetivos mercadológicos. A liberdade de expressão tão reclamada nos tempos da ditadura foi abusivamente substituída pela liberdade de exposição, levando ao extremo a apelação e o esgoto que cada um traz dentro de si. A telinha vem perdendo a oportunidade de discutir a realidade nacional. Em lugar de promover o debate político em tempos de uma sucessão que se avizinha e aprofundar a promoção dos valores multiculturais de um país, opta por exibir músculos, nádegas, transas e achaques dos participantes, ou rastrear a criminalidade. Mais que isso: popularizou a semântica idiota e patética de um humor de quinta categoria, que ao invés de criticar, refletir e questionar, vicia e imbeciliza. Nos big brothers da vida, ingênuos e alienados, vencem mais pelos bíceps do que pelos neurônios, cativam pelas trapalhadas e pela baixa auto-estima (o que, na verdade, reproduz a média do comportamento do povo brasileiro), sendo assim catapultados à condição de heróis de uma sociedade desarticulada e sem autocrítica e que se identifica com o papel de pobre-coitado e sem referência.
Não faz muito tempo, li de uma professora da UFRJ, Ivana Bentes, uma pérola de insensatez intelectualóide. Ao discutir esse tipo de programa na tv brasileira, elevou o telespectador à condição de revolucionário. Para ela, seriam esses os verdadeiros revolucionários da era cibernética, pois poderiam deflagrar uma espécie de “guerrilha de sofá“. A leitura que se pode fazer dessa vigarice filosófica e pouco científica é que realmente a televisão brasileira contaminou até mesmo os acadêmicos que, seduzidos pela força centrífuga de seus programas, foram cooptados de tal modo, que consideram cultura, comunicação e entretenimento os excrementos despejados por programas como os do Ratinho, Xuxa, Adriane Galisteu, Luciana Gimenez e assemelhados e os recém-badalados reality shows que, na maioria das vezes, transformam em circo e lavanderia pública os dramas humanos e tratam os fatos com superficialidade e incapacidade reflexiva.
Em ano de eleições como esse 2010 que começou com tragédias pluviais e miséria moral (como os escândalos que transformam Brasília em cloaca da política nacional), e avança com a bandidagem impune e a violência nos campos das torcidas organizadas, é preocupante a performance intelectual e cultural que o povo brasileiro demonstra, ao recepcionar e valorizar os programas citados. A partir desse paradigma, como confiar que os eleitores (homo sapiens travestidos de homo videns, verdadeiros macacos de auditório) poderão escolher com espírito crítico os próximos governadores, senadores, deputados e presidente? Abasbacada diante dos dejetos que a televisão lhe empurra goela abaixo, a sociedade não sabe discernir um pit bull de uma uva. O mesmo povo que, em uníssono, foi às ruas e defenestrou Collor num movimento inédito em nossa História, é o mesmo que o conduziu ao Senado nas últimas eleições; é o mesmo que elegeu José Roberto Arruda-Paulo Octávio, herdeiros de Roriz, para o governo do Distrito Federal, e que agora mostram, com fartura de cinismo e falta de ética, juntamente com seus colaboradores diretos e diletos (Júnior Brunelli, Eurides Brito, Leonardo Prudente, José Geraldo Maciel, alcovitados pelo ex-delegado Durval Barbosa), e em conivência com evangélicos inescrupulosos, o lado mais perverso, sujo, vergonhoso e humilhante da política brasileira. E episódio que envergonha Brasília e expõe as vísceras purulentas do País ao transformar o legislativo da capital da República numa Câmara Detrital. Num país de tanto surrealismo político, não seria difícil que um Sérgio Naya ressuscitasse e galvanizasse eleitores de Laranjal a Tegucigalpa, e que Luiz Estêvão, voltasse nos braços do povo, porque depois do Fiat Elba dado ao ex-caçador de marajás e inquilino da Casa da Dinda, a sofisticação da corrupção da era do propinoduto do Mensalão, da falta de ética e decoro no Congresso, a generalização do cinismo em todos os escaninhos do poder, os tempos que remontam ao impeachment dos caras pintadas são coisa para juizado de pequenas causas.
O cinismo das elites aliado ao despreparo e fragilidade da sociedade, contribuem para perenizar esse “status quo” e manter, também em razão do vazio moral e ético em que vivemos, a população em seu intangível estágio de estultice diplomada. É um perigo! Porque, a exemplo do que acontece na televisão brasileira, os eleitores poderão deixar de usar os neurônios e se utilizar dos esfíncteres na hora de digitar seu voto. Aí, a geléia geral vai virar um esgoto a céu aberto, pois as cabeças se transformaram em aterro sanitário da mídia. Os tiros que atingiram recentemente o teatrólogo Bortolotto acertaram a pessoa errada. Os culpados por essa canalhice nacional continuam ilesos, im(p)unes e muito vivos. O que assistimos é uma patética overdose de mediocridade, que tem no BBB-10 o seu apogeu, pois o programa que galvaniza a atenção dos brasileiros, nada mais é que ressonância da baixaria do cenário político levada ao paroxismo na vida privada.
(*) Ronaldo Cagiano, escritor mineiro de Cataguases , reside em São Paulo.
ELEIÇÕES 2010
Tasso surge como plano B tucano para vice de Serra
Resultado do Datafolha aumenta pressão para governador
anunciar candidatura
A um mês do prazo fatal, Serra expõe a seus aliados angústia acerca da decisão, e partido tenta opção para tornar chapa competitiva
CATIA SEABRA*
A redução da vantagem de 14 para 4 pontos sobre a ministra Dilma Rousseff (PT), registrada pelo último Datafolha, reforça a pressão do PSDB sobre o governador José Serra para que manifeste o quanto antes sua candidatura à Presidência.
Os números amplificam o assédio ao governador de Minas, Aécio Neves, para que aceite ocupar a vice de Serra, mas estimulam um plano B saído do Nordeste -o senador Tasso Jereissati (CE)- para a chapa.
Para os tucanos, Tasso é alternativa adequada a Aécio. Vendo em Serra sua única chance de vitória, o comando do PSDB espera que o governador avise logo que é candidato.
No sábado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a escolha de Tasso atrairia votos no Nordeste -onde Dilma, que tinha 3 pontos de vantagem em dezembro, agora tem 14- e neutralizaria os ataques de Ciro Gomes.
Em 2002, Tasso abriu uma ferida no PSDB ao apoiar Ciro Gomes (então no PPS) em vez de Serra para presidente. Na época, justificou que sua prioridade era o Ceará, onde PPS e PSDB se aliaram para eleger Lucio Alcântara ao governo.
Segundo a pesquisa publicada ontem pela Folha, Serra caiu de 37% para 32% com relação ao último levantamento, em dezembro. A candidata do PT cresceu de 23% para 28%. Ciro Gomes (12%) e Marina Silva (8%) ficaram estagnados.
O vice-governador Alberto Goldman chamou de “heroico” o desempenho de Serra, enfatizando que o levantamento ocorreu depois do lançamento da candidatura de Dilma.
“É surpreendente, é heroico que Serra tenha mais de 30% depois da exposição de Dilma.”
O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), se vale do mesmo argumento. “Serra não tem campanha nem a exposição de Dilma. Foi o tempo deles. Haverá o nosso.”
Para o deputado Jutahy Magalhães, Serra voltará a crescer a partir do lançamento de sua candidatura. “Este período, até abril, é o mais difícil”, admitiu.
Mas, a um mês do prazo fatal para o anúncio de sua candidatura, Serra expõe a aliados angústia acerca de sua decisão.
Ao mesmo tempo em que atua como candidato -patrocinando alianças estaduais e avalizando a montagem de uma estrutura de pré-campanha-, consulta conselheiros sobre a conveniência de abrir mão das chances de reeleição para concorrer à Presidência. De um colaborador, ouviu que é preferível tentar a reeleição.
Pela lei, Serra tem até 3 de abril para se afastar do governo para concorrer a outro cargo eletivo que não a reeleição.
No ano passado, Serra pediu ao PSDB suporte eleitoral nos Estados como condição para uma vitória em outubro. Mas, até hoje, o partido não definiu candidatos nem onde estão os seus principais líderes, como Ceará e Amazonas.
E sinais -como o fato de o deputado Ciro Gomes e Dilma terem sido convidados para a comemoração, organizada pelo governo mineiro, do centenário de Tancredo Neves, quinta-feira, em Belo Horizonte- só alimentam essa insegurança.
Enquanto o PT sacrifica seus candidatos em nome de uma aliança com o PMDB, a governadora Yeda Crusius não desiste da reeleição por um acordo com o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB).
Além da fragilidade dos palanques, Serra não esconde sua preocupação com a comunicação do partido. Com menor tempo na TV, ele não vê como o PSDB pode blindá-lo de boatos disseminados pelos petistas.
Outro alvo de apreensão é o risco de explosão de gastos do governo federal no próximo mandato. No PSDB, há quem defenda como ideal que Dilma assuma a conta para que o tucanato volte ao poder em 2014.
(*) Folha de São Paulo (Assinantes)
QUEM ROUBA DE LADRÃO…
Dupla assalta casa de Marcos Valério em Minas Gerais
Foram levados objetos pessoais, joias, aparelhos de
DVD e uma quantia em dinheiro não revelada
A casa do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza foi assaltada por dois homens no sábado (27) em Minas Gerais. Foram levados objetos pessoais, joias, aparelhos de DVD e uma quantia em dinheiro não revelada.
A polícia foi acionada por uma funcionária que estava sozinha na residência no momento da invasão. Ela relatou à polícia que abriu o portão para um dos assaltantes, que estava com uniforme do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura. Depois do roubo o homem fugiu de carro com seu comparsa, que o aguardava do lado de fora. Ainda não se sabe se o roubo foi flagrado pelas câmeras de segurança.
A segurança sempre esteve na lista de prioridades de Valério, acusado de ser o operador do mensalão. Desde 2005, quando veio a público o caso, o empresário trocou de residência três vezes. Sua mansão localizada em um condomínio na Região Metropolitana de Belo Horizonte era conhecida por “Fortaleza”.
Discreto, vizinhos da casa onde reside há cerca de um ano afirmam que apenas no sábado conheceram a identidade do morador
O assalto à mansão do empresário ocorre poucos dias depois de a Justiça de Minas Gerais aceitar denúncia contra Marcos Valério pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro no inquérito do mensalão mineiro.
(*) Gazeta do Povo.
BEATRIZ AZEVEDO ABRAÇA O SOL
Muito cedo me encantei pelos meandros poéticos e sonoros, numa de minhas crônicas mais recentes, dedicada ao cd PartimpimII, de Adriana Calcanhotto, tirei do baú o antológico livro de poemas de Cecília Meirelles Ou isto ou aquilo, uma ode ao esplendor lírico extraído das miudezas do mundo infantil. A musicalidade ecoa intensa de poemas que utilizam uma linguagem permeada de referências a elementos da natureza – o vai e vem que conduz o ritmo das águas dos rios, como A Correnteza de Tom, as aquarelas luminosas e multicromáticas que seduzem as crianças no prosseguimento de um percurso infindo: “Olha a chuva molha a luva/cada gota de água/como um bago de uva”. Estou no processo de escrita de minha tese de doutorado sobre Calcanhotto, e continuamente me pego desenrolando novas idéias sobre essa artista, até mesmo no circuito alternativo, não acadêmico. Escritos de “fã fanática”, devem pensar alguns, contudo esclareço que o que mais me atrai no seu trabalho transcende a limitação do enquadramento mercadológico, o ponto diferencial que me toca é o apuro estético e a relação densa que ela estabelece com o universo poético. Quando se analisa a totalidade da obra de um cantor e compositor, deve-se abrir o leque de abordagens, visto que a criação não envolve somente o aspecto da composição, mas também do desempenho performático que implica na concepção e modulação do canto, assim como da expressão corporal.
A palavra elevada as suas múltiplas possibilidades poéticas é alvo de um minucioso trabalho desenvolvido não exclusivamente por Calcanhotto, mas também por outros de sua geração como Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro e Beatriz Azevedo. Certamente poucos ouvintes tiveram acesso ao trabalho de Beatriz, pois ele não é veiculado pela grande mídia. Tomei conhecimento da existência de Beatriz Azevedo por acaso, quando me deparei numa livraria com o seu ótimo cd Bum bum do poeta. Confesso que fui seduzida de imediato pelo atrativo da capa, que em fundo inteiramente vermelho mostrava sobreposta em destaque a foto da artista em pose a là Marlene Dietrich em O anjo azul.
Cantora, compositora, poeta e performer, Beatriz Azevedo é uma artista que celebra a “tradição da invenção” ao seguir a linha evolutiva do riso e da alegria transgressora e erótica de Gregório de Mattos, Oswald de Andrade e Zé Celso. A palavra que sob a mira dessa artista é alvo de depurada lapidação, desponta ácida, irônica ou eroticamente insinuante, como em Querelle, canção composta por ela, inspirada no filme do excêntrico cineasta alemão Rainer Fassbinder, que adaptou para o cinema a obra homônima de Jean Genet: “Querelle eu quero sua pele/Quero querer Querelle/Em mim sua boca mais que a de Marilyn seu corpo forte/Quero gemer como James Dean/Numa noite triste tudo que existe tem um fim/Tem um filme”.
Alegria, disco primoroso lançado pela gravadora Biscoito Fino, dá prosseguimento a pesquisa estética e literária evidenciada em Bum bum do poeta, mas com o acréscimo de um evidente amadurecimento revelado no desempenho sofisticado e preciso da direção musical e dos arranjos do pianista Cristóvão Bastos. Gravado entre São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York, Alegria traz a marca da diversidade correspondente ao conceito proposto por Beatriz Azevedo, que em sua verve cosmopolita jamais perde os laços estreitos com as raízes nacionais. Apropriando-se do impulso deglutidor do antropófago Oswald de Andrade, Beatriz nomeia no encarte todas as devorações realizadas nas músicas. Põe música em Coco de Pagu, poema do modernista Raul Bopp, dedicado a musa do movimento antropofágico Patrícia Galvão, a Pagu: “Devoração de Coco e Embolada com Patrícia Galvão. Devoração de Raul Bopp, poeta da Amazônia. Devoração de Augusto de Campos que nos deu este poema de Bopp no seu Pagu vida-obra.”
Alegria, faixa inaugural que dá título apropriado ao cd, é uma parceria entre Beatriz Azevedo e Vinícius Cantuária, músico brasileiro radicado nos Estados Unidos há mais de vinte anos. Alegria traduz o estado de espírito verde amarelo através da devoração miscigenada de Cesária Évora, Ernesto Nazareth, Beethoven e Shiller: Segundo a cantora: “O mote da alegria tem a ver com os ritmos brasileiros, ela é uma característica não só minha, mas da história do Brasil”.
Speak Low, antológica canção de Kurt Weill e Lotte Lenya, recebe uma interpretação magistral, em ritmo de maracatu a música ganha o toque afro-brasileiro do berimbau enriquecido por um naipe de sopros e alfaias bem graves. Esta canção explicita a habilidade com que Beatriz Azevedo devora, desconstrói e reconstrói a cultura alemã que engloba Nietzche, Brecht, Peter Stein, Pina Bausch, Sacha Waltz e Fassbinder. Envolvendo sensualidade e fragmentos de sonhos cinematográficos Bertollucianos-Fellinianos-Kusturicanos, a atmosfera sonora criada por Beatriz Azevedo nos envolve tão sedutoramente que às vezes parece que retrocedemos a um cabaret parisiense. O diálogo com a cultura francesa é enternecedor em Savoir par coeur, um delicado souvenir poético: “Si je sais par coeur/Le rythme de ton coeur/Tu sais pourquoi/La musique de mon coeur”.
Beatriz Azevedo em Alegria presenteia os ouvintes com poesia, bom gosto e criatividade. É uma alegria saber que em meio a tantas banalidades existe uma artista como Beatriz. À massa que ainda comerá de seus biscoitos finos ela entoa: “Mas eu vou fazer tudo que eu quero, bem do meu jeito. E deixa prá lá essa gente com despeito.”
(*) Daniela Aragão, cantora/mestra em Literatura e doutoranda em Literatura, é mineira de Juiz de Fora.
DA INTERNAUTA *
“Burocratas em serviço público, são como livros em estantes:
quanto mais alto estão, menor serventia tem.”
(*) De Sampa, para o mundo, Vera Alice, sempre antenada.
Fui!!!… a propósito, ver se encontro algum best(a) seller do SirNey!
(*) Curt Nees, 6.3 e aturando a politicalha que assola o País.
Pensador, despachando de Jaraguá do Sul, na bela e Santa Catarina - curt.nees@gmail.com
QUE CACHAÇA É ESSA?
Ou maconha estragada?
POUCA VERGONHA
Doadas pelo governo há 4 meses, casas podem
ser “engolidas” por encosta em Maceió
Encosta ameaça engolir ao menos 18 casas no conjunto Paulo Bandeira, em Maceió (AL)
No dia 30 de outubro de 2009, 780 famílias que moravam em favelas na parte alta de Maceió (AL) receberam uma casa nova. Menos de quatro meses após a inauguração do conjunto habitacional Paulo Bandeira, com direito à festa e presença do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), o sonho da casa própria se tornou um pesadelo para algumas famílias.
Antes mesmo da chegada do inverno, as chuvas de verão causaram grande erosão na encosta próxima ao conjunto, que hoje ameaça casas à beira de um abismo de aproximadamente 20 metros.
No conjunto foram investidos R$ 14 milhões, sendo R$ 8,5 milhões do governo Federal e R$ 5,5 milhões do governo estadual. Cada casa possui 31,62 m² e tem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e lavanderia externa. O conjunto ocupa 30 mil m² do bairro do Benedito Bentes – o maior da capital alagoana.
As famílias da quadra 22, que comemoraram ter deixado os barracos e sonharam com uma vida mais digna, são as mais assustadas. As 18 famílias do local já alegam que preferiam voltar a viver na favela. “Era muito melhor morar na cidade de lona; pelo menos não tinha risco da casa desabar e morrer. Quando chove aqui, ninguém dorme com medo. A gente não aceita mais viver aqui nessa condição, com medo da casa desabar a qualquer momento“, disse Luciana de Lima, 37.
Já Jeniffer Natali, 16, afirma que a família dela deixou de dormir em casa com medo de desabamento. Na casa dela, os canos do quintal estão à mostra e a encosta fica a menos de três metros da lavanderia. “Não tem condições de viver assim. À noite, eu, minha mãe e minha irmã vamos para a casa próxima de uma colega. É melhor do que dormir com medo de morrer”, declarou.
Com dois filhos, Maria Madalena, 26, alega que, nas noites de chuva, fica assistindo televisão em casa sem dormir e “pronta para o pior”. “Não tem como ficar tranquilo num lugar desses. O povo [do Estado] sabia que estava construindo em um local errado. Aqui era uma área condenada, nos disse um engenheiro”, afirmou.
O avanço da encosta também teria causado acidentes. Maria Aparecida, 45, disse que a neta, de um ano e nove meses, caiu em um trecho da encosta no mês de janeiro. “Aqui, a gente vive com as portas fechadas o tempo todo, com medo de as crianças caírem. Mas um dia, por descuido meu, minha neta veio sozinha para cá e caiu na encosta. E por muito pouco não desabou no precipício. Foi um susto tão grande que passei o resto do dia com dor de cabeça. Ainda bem que ela teve apenas arranhões”, afirmou.
Com quatro filhos, Sebastiana dos Santos, 65, garante que todas as famílias em casas ameaçadas não aceitam mais viver no local. “Pode conversar com todos, ninguém quer ficar. A gente já decidiu que não aceita reformas, paredão, nada disso. A gente quer sair, porque a gente sabe que ainda tem casa vazia no conjunto”, alegou.
(*) Notócias UOL.
A PROPÓSITO
Lula promete ao Chile mesma ajuda dada ao Haiti
Rio de Janeiro, 1º mar (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que, embora o Chile seja um país mais rico e mais preparado para enfrentar um terremoto, o Brasil será tão solidário ao país andino como fez com o Haiti.
“Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para sermos solidários com o Chile como estamos sendo solidários com o Haiti”, disse o governante brasileiro em seu programa de rádio semanal, o “Café com o Presidente”.
(*) Notícias UOL.
EM TEMPO
Ao Nordeste, quando ele irá ajudar, heim? *
(*) Acir Vidal, editor do site.














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