Archive for fevereiro 8th, 2010

SEGUNDA-FEIRA, 8 DE FEVEREIRO DE 2010

                 SOM NAS CAIXAS

Na radiola,”Waltz For Debby”, com

Keiko Lee -  vocal, piano
Jimmy Heath – sax tenor
Ole Mathisen – sax soprano
Ron Carter – baixo
Grady Tate – bateria
& Cordas.

 Gravada em Nova York, em 1999. *

(*) Acir Vidal, editor do site.

TREM BALA – SÓ GARGANTA

- É terrível viver os dias da imbecilidade política “destepaíz”. Ler muito o meu amigo Ronaldo Werneck, jornalista/poeta/contista, mineiro de Cataguases e poucos outros e tomar fôlego para continuar. *
 

(*) Acir Vidal, editor do site.

POR QUE SÓ NO FINAL DO GOVERNO?

[http://www.sponholz.arq.br/]

A PROPÓSITO

AQUI É SEMPRE CARNAVAL…

[http://www.sponholz.arq.br/]

“O humor é a mais sã das formas de lucidez”. *
 

(*) Jacques Brell (1929-1978), cantor e compositor belga.

É A ELEIÇÃO, IDIOTAS!

Serra segue tática histórica do PSDB para inaugurações
Nos últimos 4 mandatos, 14 das 15 estações de metrôs concluídas foram inauguradas em ano de eleição

 SÃO PAULO – “Daqui pra frente é assim: uma inauguração atrás da outra”. A frase do ator Dan Stulbach que encerra a mais recente propaganda na TV sobre a “temporada” de entrega de novas estações da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) retrata calendário político que tem sido adotado pelos governos do PSDB no Estado desde a gestão Mário Covas (1995-2001): inaugurar as obras em ano eleitoral. Das 15 estações concluídas nos últimos quatro mandatos, 14 foram inauguradas no ano em que o governador esteve em campanha. A última delas – Estação Sacomã da Linha 2-Verde, na zona sul -, foi feita há dez dias pelo governador José Serra, provável candidato tucano ao Planalto.

Até o fim de março, antes do prazo final para desligar-se do cargo, caso concorra a presidente, Serra pretende inaugurar outras duas estações na Linha 2 e duas da nova Linha 4-Amarela entre as avenidas Paulista e Faria Lima, ambas em fase final de acabamento. Ainda este ano, haverá mais quatro inaugurações.

Todo cronograma é destacado pela peça publicitária apresentada pelo ator e produzida pela agência do publicitário Duda Mendonça, que tem contrato semestral com o Metrô no valor de R$ 14 milhões. A publicidade das obras e qualidade do transporte subterrâneo é divida com a agência MPM Propaganda, que recebe R$ 11 milhões por seis meses.

Ao todo, Serra pretende entregar neste ano eleitoral nove estações, mais do que nas duas campanhas do ex-governador Geraldo Alckmin – foram seis em 2002, quando se reelegeu, e duas em 2006, quando perdeu a disputa ao Planalto para Lula -, e na de Mário Covas à reeleição em 1998 – cinco.
 

”Tradição”

Segundo o historiador Marco Antonio Villa, “é tradição desde o restabelecimento das eleições diretas (1989) deixar tudo (inaugurações) concentrado no período pré-eleitoral e a população já se acostumou com isso”. Para ele, isso faz parte de estratégia política do governante-candidato para tentar conquistar mais votos. “Certamente tem efeito positivo, porque se repete sempre nas esferas municipais, estaduais e federais”.

O governo José Serra nega que a concentração de inaugurações para este ano tenha conotação eleitoral e afirma que elas seguem cronograma de obras previamente estabelecido. O Metrô informou, via assessoria, que “o período necessário para construção e inauguração de estação depende de fatores, entre outros, que envolvem planejamento e execução de contrato, obtenção de recursos, licitação, encaminhamento do processo de desapropriação da área e imprevistos que eventualmente podem interferir no cumprimento do cronograma”.
 

(*)  Estadão.

DICA DE LIVRO

Acabei de reler – (isto, reler!) – o extraordinário “Há Controvérsias”,  editora artepaubrasil, de São Paulo, do nosso colaborador aqui no site, Ronaldo Werneck, jornalista, poeta e cronista, mineiro de Cataguases. Sobre o livro, faço minhas as palavras do escritor gaúcho Moacyr Scliar: “(…) Humor, talento, grandeza humana: Ronaldo Werneck é tudo isso e muito mais, esteja ele escrevendo sobre política, ou sobre futebol, ou sobre a arte de curtir a vida”. *
 

(*) Acir Vidal, editor do site.

INTERFERÊNCIA BANANEIRA

Chávez diz que seria “nefasto” se direita brasileira vencesse eleições

                       ( A  VERDADEIRA  ‘ESQUERDA )

Caracas, 7 fev (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, indicou hoje que seria “nefasto” para a América Latina se a direita recuperasse o Governo do Brasil nas próximas eleições presidenciais, em outubro.

“Neste ano há eleições no Brasil e temos certeza de que o império americano vai apostar tudo na direita brasileira, para ter desde 1º de janeiro do ano que vem um Governo subordinado às ordens americanas. Isso seria nefasto para a união da América do Sul”, disse Chávez em seu programa dominical “Alô Presidente”.

“Não nos intrometemos nos assuntos internos, mas cabe a nós saber o que acontece nos países irmãos da América Latina e do Caribe”, acrescentou o presidente venezuelano.

Chávez advertiu que os setores direitistas do continente, com o amparo e a ajuda dos Estados Unidos, suscitaram uma ofensiva política para recuperar a posição que tiveram antes que surgissem as correntes progressistas que chegaram ao poder em vários países da região.

“A direita imperialista e lacaia se reúne e contra-ataca, continua tentando voltar ao poder”, assinalou Chávez.

O líder explicou que essa ofensiva tenta “afastar nossos Governos uns dos outros para enfraquecê-los, atacar a Unasul, a Alba”. Ele assegurou o mesmo ocorreu em relação “ao golpe de Estado de Honduras e às sete punhaladas no coração da União Sul-Americana, que são as bases estrangeiras na Colômbia”.

Chávez insistiu que “hoje a união é muito mais necessária porque o império e as burguesias lacaias trabalham para impedir a união”.

Ao se referir às eleições brasileiras, o presidente disse que tinha “grande esperança que o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que não se subordinou às ordens do império ianque e foi nosso aliado, continue seu curso, continue seu ritmo”.

Chávez afirmou que o Governo Lula “é aliado dos povos da América, dos povos progressistas”.
 

(*)  Notícias UOL.

 

A PROPÓSITO

PERGUNTAR NÃO ESTUPRA:

- Você, atilado leitornauta (copirraite Curt Nees), entraria nessa mesa de pôquer? *
 

(*)  Acir Vidal, editor do site.

QUANDO OS FANFARRÕES SE BICAM

Críticas de FH provocam reação de governistas
Chamada de “boneco de Lula” por ex-presidente,
Dilma reforça comparação entre os dois governos

 O governo saiu ontem em bloco para responder às críticas feitas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à estratégia adotada pelo Palácio do Planalto para tentar vencer as eleições de outubro. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à corrida presidencial, reconheceu que o governo tucano deu contribuições ao país, mas mostrou que não deixará de fazer comparações entre o que foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu antecessor.

– Não estou desmerecendo ninguém, estou dizendo que nosso caminho é melhor – disse a ministra.

Em artigo publicado ontem nos principais jornais do Brasil, entre eles Zero Hora, Fernando Henrique afirmou que o presidente Lula, levado por “momentos de euforia”, está “inventando inimigos e enunciando inverdades”. FH mostrou disposição para entrar no embate das realizações de cada governo, polarização defendida por Lula. “Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa”, escreveu FH em seu artigo.

Para Dilma, o que o governo defende é uma comparação para a escolha de caminhos.

– Essa é a forma de nós confrontarmos as possibilidades – disse a ministra, pouco antes de participar de um evento do PT, em Brasília.

FH afirmou em seu artigo que a estratégia adotada pelos petistas seria uma tentativa de ganhar as eleições “com o retrovisor”. Dilma rebateu:

– Houve passos no governo anterior, agora, o que estou dizendo é que o nosso caminho é melhor.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também defendeu as comparações e disse que o PT está disposto a debater com os tucanos propostas para o futuro.

– Assim que mostrarem aquilo que querem fazer, nós vamos comparar com aquilo que queremos fazer daqui para frente – disse.

O ex-presidente argumentou em seu artigo que o governo ignora dados e insiste em contar sua versão dos fatos para tentar “desconstruir o inimigo principal”, os tucanos. O empréstimo feito pelo país em 2002, junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), foi um dos exemplos citados por FH de custos enfrentados pelo Brasil por anos de “bravatas” do PT e que hoje são ignorados pelos petistas.

– O governo pediu US$ 14 bilhões porque só tinha US$ 16 bilhões de reservas e tinha atrelado a sua dívida interna aos dólares. Hoje, temos reservas de US$ 240 bilhões – respondeu Dilma.

Citado por FH no artigo, o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, disse que quem não reconheceu os feitos do governo passado foi o candidato tucano ao Planalto em 2006, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin.

– Ele (Alckmin) ficou envergonhado de defender o governo FH – disse.

No artigo, o ex-presidente lembra que Dutra, que já presidiu a Petrobras, reconheceu que votaria contra uma eventual proposta de volta ao monopólio do petróleo, tema defendido por muitos anos pelo PT. Dutra confirmou sua posição contrária ao monopólio, e disse também que já elogiou outra medida tomada pelo governo FH que hoje é alvo de críticas dos próprios tucanos.

– Um dos grandes motivos para o crescimento da Petrobras foi a agilidade que ela ganhou a partir do momento em que não teve mais de cumprir a Lei 8.666 (de Licitações). Agora, o TCU bombardeia esse decreto, que é do governo FH, e a oposição fica do lado do TCU – disse.

No sábado, Fernando Henrique comparou Dilma a um boneco manipulado pelo presidente Lula. Num seminário destinado a prefeitos e vereadores do PSDB, recomendou que os tucanos não tenham medo da popularidade de Lula, a quem chamou de ventríloquo de Dilma. Segundo participantes, FHC duvidou do potencial de transferência de votos de Lula para Dilma porque o eleitor “desconfia de bonecos’’.

A PROPÓSITO

Sobre FHC, disse Millôr Fernandes: “O que FHC já escreveu de besteira é incrível. Os livros dele são os de um bobo. É tão tolo quanto o Sarney, só que mais barroco.”. E sobre Lulla: “Um líder aspirando cada vez mais a pompa e tropeçando cada vez mais nas circunstâncias”. *
 

(*) Acir Vidal, editor do site, pela transcrição.
 

(*) Estadão.