Archive for fevereiro 7th, 2010
CHAMOU DE LADRÃO OU NÃO?
Farpas do eterno presidenciável, Ciro Gomes (PSB-CE), [o cheira-peidos do presiMENTE Lulla], sobram para o ex-ministro José Dirceu. “Gosto dele, mas acho que tem uma cabeça política que precisa muitas vezes ser contrastada. Zé Dirceu tem o ego pouco regulado e de vez em quando navega na maionese”, afirmou. As críticas são em razão de viagem de Dirceu ao Ceará e Pernambuco, onde teria articulado contra a candidatura de Ciro. “Resolvi dizer: “Zé, chega. Muda de método que essa simulação de alter ego do Lula só serve para desinformar”.” E disparou: “Neste momento, para recuperar o espaço perdido, simula para o planeta que é íntimo de Lula de novo. Com isso ganha dinheiro e, por outro lado, faz política. Ele não é consultor da República? E ganha quanto por isso?”
(*) No Estadão.
É SEMPRE CARNAVAL…
Poder Executivo deve ultrapassar 100 mil novos cargos no governo Lula
Aumento foi de 63.270 de dezembro de 2002 a outubro de 2009; Orçamento autoriza mais 46.151 vagas este ano
Quando chegar ao fim de seu segundo mandato, em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá contratado cerca de 100 mil pessoas apenas para o Poder Executivo. É um exército de auditores, pesquisadores, analistas, advogados, professores, entre outros profissionais, que começaram a trabalhar nos diversos órgãos do governo nos últimos oito anos.
Para ter uma ideia da dimensão desse contingente, corresponde a mais de duas vezes o quadro de 45 mil funcionários da mineradora Vale, segunda maior empresa brasileira. Também é praticamente igual aos 110 mil empregos gerados por todas as montadoras de carros instaladas no Brasil.
Dados do Ministério do Planejamento mostram que, entre dezembro de 2002 e outubro de 2009, aumentou em 63.270 o número de servidores públicos civis, para 549 mil. O valor exclui aqueles que substituíram funcionários aposentados. O Orçamento autoriza a criação de mais 46.151 vagas este ano, mas o governo não costuma utilizar tudo que está previsto. Como 2010 é ano eleitoral, os concursos só ocorrem até junho.
As contratações de Lula praticamente compensaram o enxugamento feito no governo anterior e reverteram uma política de corte de funcionários públicos iniciada em 1990. Com mais folga no Orçamento, graças ao crescimento da economia e à reforma da Previdência de 2003, o Executivo tem hoje o mesmo número de servidores que em 1997.
A administração do Partido dos Trabalhadores (PT) defende “um novo papel estratégico do Estado”, que seria “incompatível com uma política de corte de pessoal”, conforme um informe do Ministério do Planejamento. “Estamos recuperando a capacidade do Estado de atuar”, disse o secretário de gestão do ministério, Marcelo Viana Estevão de Moraes. Segundo ele, o objetivo é recompor o quadro e requalificar os servidores. Ele também explica a expansão pelo compromisso assumido com o Ministério Público de substituir trabalhadores terceirizados por concursados.
A área da educação liderou as contratações até agora, com 29.226 funcionários a mais entre dezembro de 2002 e maio de 2009 (último dado disponível por setor). É natural, porque se trata de uma áreas de maior peso na estrutura de pessoal do governo. Segundo o secretário, a política de elevar o número de vagas nas universidades também contribuiu. Entre as carreiras mais beneficiadas estão Polícia Federal, Receita Federal, Previdência Social e Advocacia-Geral da União.
Para o economista do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea), Marcelo Caetano, um dos maiores problemas do aumento de servidores é a “rigidez desse gasto”. Graças a vantagens como garantia de emprego e aposentadoria integral, cada servidor permanece na folha de pagamentos da União por cerca de 50 anos – a diferença entre a idade média de entrada no serviço público (32 anos) e a expectativa de vida (80 anos).
348% A MAIS DE SALÁRIO
O governo Lula também promoveu um agressivo reajuste dos salários dos servidores, bem acima dos níveis da iniciativa privada. Um auditor fiscal da Receita começa a carreira hoje com salário de R$ 14,7 mil. No fim do governo Fernando Henrique, o salário final da categoria era R$ 7,3 mil. Um analista de gestão pode ganhar hoje R$ 17,3 mil e um fiscal de defesa agropecuária, R$ 14,9 mil. O reajuste mais significativo foi concedido aos pesquisadores do Inmetro: 348%, para R$ 12,3 mil.
Para o governo, os reajustes servem para atrair e reter os melhores talentos na administração pública. O especialista em contas públicas Raul Velloso avalia que a proximidade do PT com os sindicatos influencia. “Esse é um governo em que os sindicatos estão lá dentro.”
Um crescimento significativo no número de servidores públicos – teoricamente mais motivados por causa dos expressivos reajustes de salários – deveria significar um atendimento melhor à população. O problema é que não existe uma maneira sistematizada de medir isso.
“Mais importante do que o contingente de servidores seria discutir a sua produtividade”, disse o economista da Corretora Convenção, Fernando Montero. Ele explica que é muito complicado, porque não existe um preço para os serviços oferecidos pelo setor público, como saúde, educação ou segurança.
Para Moraes, do Planejamento, a produtividade cresceu, já que hoje o governo atende a uma população maior com o mesmo número de servidores que tinha há 12 anos. Ele também argumenta que parte da redução das famosas filas do INSS pode ser atribuída ao maior número de funcionários.
Mas a percepção da população sobre o setor público é negativa. Em pesquisa do Ibope, a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 72% da população considerou o governo Lula ótimo ou bom e elogiou a condução da economia e os programas sociais. A avaliação dos serviços prestados pelo Estado, no entanto, foi fraca: 59% desaprovam a segurança pública, 57% desaprovam o atendimento da saúde e 55% avaliam que pagam impostos demais em relação aos benefícios que recebem.
(*) Estadão.
A PROPÓSITO
DURANTE O DOMINGÃO DO FAUSTÃO
A MELÔ DE SEMPRE
E O CARNAVAL CONTINUA…
Deputados e senadores retornaram à atividade. Tudo voltou ao normal em Brasília. Inclusive as anormalidades.

No Congresso, José Sarney discursou em defesa da “ética” e da “moralidade”. Na Câmara Legislativa da Capital, foi lida a mensagem de José Roberto Arruda.
O governador dos panetones anotou no texto: “Toda crise passa”. Evocando o apóstolo Paulo, disse que trava o “bom combate”. Mais: “Não perdi a fé”.*
(*) Texto do blog do Josias de Souza.
EM TEMPO
“Nestepaíz”, acabar com a corrupção é o objetivo
supremo de quem ainda não chegou ao poder. *
(*) Acir Vidal, editor do site, relendo Millôr Fernandes.
ELEIÇÕES 2010
EMPULHAÇÃO TUCANA *
São Paulo atravessou um dilúvio, redes de esgoto invadiram galerias pluviais, centenas de pessoas perderam o que tinham, e o governador José Serra descobriu que parte do problema está na imprensa:
“Outro dia inaugurei um piscinão com 500 metros cúbicos, o segundo maior piscinão do Brasil. A imprensa não deu a menor bola. Porque dá-se bola para o problema, mas para a solução, não”. Que solução? Em 2006, o tucanato paulista anunciou que reduzira de 50% para 1% o risco de enchente nas margens do rio Tietê. Os meios de comunicação, felizes, registraram a proeza e caíram na maldição atribuída ao general Orlando Geisel (1905-1979): “A imprensa desinforma, deseduca e ofende o vernáculo”.
Diante de um repique na taxa de homicídios no Estado (4.771 mortos em 2009 contra 4.426 em 2008), Serra atribuiu os números, “basicamente” à “crise econômica e ao desemprego”.
É a velha lenda: crise provoca crime. Se fosse assim, como explicar que a taxa de homicídios caiu 10,4% na Grande São Paulo? Mais: o epicentro do terremoto financeiro ficou em Nova York. Lá o desemprego chegou a 10,3%, o maior em 16 anos, mas os homicídios foram 466, com uma queda de 10% em relação ao ano anterior, o melhor resultado desde 1963.
(*) Elio Gaspari, na Folha de São Paulo (Assinantes).
A PROPÓSITO
PÔQUER IBOPE *
O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro está jogando 67 anos de prestígio da marca de seu instituto no pano verde das incertezas eleitorais.
Há alguns meses ele garante que o PT perderá a eleição presidencial. Faz isso baseado nas pesquisas de seu instituto e da capacidade analítica que acumulou em mais de 30 anos de serviço. Astrólogo não precisa fazer pesquisa e pesquisador não deve cravar previsões.
Com o crescimento da candidatura da comissária Rousseff, registrado pela CNT/Sensus, Montenegro acrescenta que Lula chegou ao teto de sua capacidade de transferir votos. (Isso oito meses antes da eleição e do início formal da campanha.) Se acontecer sabe-se lá o que, e o PT vencer, sempre se poderá dizer que Montenegro avançou o sinal. Mas o que se dirá do Ibope?
(*) Elio Gaspari, na Folha de São Paulo (Assinantes).









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