Archive for fevereiro 6th, 2010
SÁBADO, 6 DE FEVEREIRO DE 2010
Indicado por Lula, João Santana fez a campanha do presidente Funes e ganhou, sem licitação, maiores contratos estatais
Assessor do presidente diz que medida objetiva reduzir custos, mas reconhece que publicitário brasileiro tem a confiança do governo
FABIANO MAISONNAVE*
DE CARACAS
Meses após coordenar, por indicação do presidente Lula, a campanha eleitoral vitoriosa do líder esquerdista Mauricio Funes em El Salvador, o marqueteiro João Santana obteve do governo centro-americano a reserva de praticamente todos os contratos publicitários estatais, sem passar por licitação. As agências de publicidade locais acusaram a decisão de ilegal, desleal e anticompetitiva.
A decisão de Funes foi revelada pelo jornal digital salvadorenho “El Faro” em janeiro.
A publicação obteve uma resolução de Funes, editada em 19 de novembro. Ali, ele determina que a Presidência e os principais ministérios e autarquias, como as pastas de Educação e Saúde, só podem contratar serviços publicitários da empresa Polistepeque, fundada por Santana e a mulher, Monica Moura, em 9 de julho passado, 38 dias depois da posse de Funes, à qual Lula compareceu.
A resolução justifica a preferência pela Polistepeque afirmando que, após “uma exaustiva pesquisa de mercado”, a empresa de origem brasileira é a única em El Salvador em condições de atender o governo.
A resolução obriga ministérios e a Presidência a contratar a Polistepeque, mas, segundo o governo Funes, os únicos trabalhos feitos até agora são o logotipo e spots televisivos.
A suposta falta de opções consta da resolução para justificar a contratação direta sem licitação, prevista nos artigos 71 e 72 da Lei de Aquisições e Contratação da Administração Pública “quando houver apenas uma fonte” de um serviço.
O argumento foi duramente questionado pela Asap (Associação Salvadorenha de Agências de Publicidade), que, em nota, colocou em dúvida a existência da investigação ao afirmar que nenhuma de suas sócias “foi objeto de um estudo formal e transparente de serviços e capacidades por uma empresa de investigação”.
A Asap diz que El Salvador tem empresas capacitadas para atender o governo e que a resolução de Funes “dá a essa empresa uma força de pressão e controle sem precedentes em nosso país e monopoliza a forma de expressão pública do Estado”. Durante recente reunião com a Asap, Funes se negou a mostrar o suposto estudo, mas prometeu abrir licitações para outras áreas do governo.
O governo salvadorenho é responsável por 20% a 30% do mercado publicitário do país, que movimenta cerca de US$ 400 milhões ao ano. Segundo uma alta fonte do mercado publicitário, os números são pouco exatos devido à falta de transparência tanto dos governos anteriores quanto do atual em relação a gastos no setor.
Grande parte da influência de Santana no governo é atribuída em El Salvador à presença do argentino Luis Verdi na Casa Presidencial, onde ele figura como um dos principais colaboradores de Funes.
Verdi e Santana se conheceram em 1999, na Argentina, na derrotada campanha presidencial de Eduardo Duhalde. Em El Salvador, os dois voltaram a atuar juntos para eleger Funes. No governo, Verdi é assessor de comunicação, com acesso direto ao presidente. À Folha, Verdi negou envolvimento com a Polistepeque, mas defendeu a contratação.
“O governo começou a contratação de uma compra coletiva de algumas instituições do Executivo com a Polistepeque. Isso é um sistema de compra coletiva que o governo tem não só com a publicidade, está fazendo com outras áreas, para baixar custos. Mas obviamente é um tema que tem a ver com a confiança com a Polistepeque, porque são as pessoas que fizeram a campanha”, afirmou.
Verdi disse que o contrato da Polistepeque não foi contestado legalmente e que dois terços dos órgão governamentais farão licitações para contratar agências: “Se há alguma dúvida ou suspeita a respeito, é absolutamente subjetiva”.
(*) Folha de São Paulo (Assinantes)
ELUCUBRAÇÕES
Estava pensando….
Meu cachorro dorme em media 20 horas por dia.
Ele tem toda a comida preparada para ele.
Ele pode comer qualquer coisa que ele queira.
A comida é dada a ele sem custo.
Ele visita o veterinário uma vez ao ano, ou quando necessário, se algum mal aparece.
Por isso ele não paga nada, e nada é pedido a ele.
Mora em uma boa vizinhança e em uma casa que é muito maior do que necessita, mas não precisa limpar nada.
Se ele faz sujeira, alguém limpa.
Ele escolhe os melhores lugares da casa para dormir, e recebe essas acomodações completamente grátis.
Vive como um rei e não tem nenhuma despesa devido a isso.
Todos os seus custos são pagos por outras pessoas que tem que sair de casa para ganhar a vida todo o dia.
Eu estive pensando sobre isso, e de repente veio a resposta rapidinho…
- MEU CACHORRO É PETISTA!!!
ELEIÇÕES 2010
Veja: – A ministra Dilma Rousseff está agindo como candidata em eventos públicos, ao lado do presidente Lula. Isso não é campanha antecipada?
Ministro: - Há várias representações contra a ministra e outros candidatos. O TSE avaliará todas com serenidade. Não tenham dúvidas: estamos atentos.*
(*) Ministro Ayres Brito, presidente do TSE, em entrevista à VEJA (Assinantes).
A PROPÓSITO
- “Nestepaíz”, se a tua causa é justa, o melhor é dar no pé. *
(*) Acir Vidal, editor do site, relendo Millôr Fernandes.
EM TEMPO
“Superpop” repete pior média de ibope no ano
Ricardo Feltrin*
A exibição dos dotes culinários da virtual candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no programa “Superpop”, anteontem, fez o programa repetir a menor média de ibope registrada do ano. A atração terminou a noite em 5º lugar –atrás de Globo, Record, SBT e Band–, quase empatada com a TV Cultura.
A média de ibope do programa de Luciana Gimenez foi 1,7 e o pico, 3,1 pontos.
O pior momento do programa ocorreu às 22h19, quando Gimenez se viu ultrapassada até pela minúscula e regional TV Gazeta, que marcava 2,1 pontos (“Caderno de Esportes”) contra apenas 0,6 ponto da Rede TV! –então em sexto e penúltimo lugar, quase empatada com TV Cultura
No horário geral do “Superpop”, a Globo marcava 28 pontos, a Record registrava 10; o SBT, 6, a Band 3 e a Gazeta, 1 ponto. Outros pré-candidatos à Presidência também participarão do quadro
(*) Notícias UOL.
ARRUDAGATE
Justiça avalia afastamento e até prisão de Arruda no Distrito Federal
Tentativa de suborno complica situação do governador, que desafia opositores e promete resistir no cargo
Vannildo Mendes*
Acusado de comandar o esquema de corrupção no Distrito Federal, apurado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, o governador José Roberto Arruda (sem partido) pode estar com os dias contados no cargo. As diferentes instâncias da Justiça já debatem a forma de afastá-lo do posto. E existe até a possibilidade de que tenha a prisão decretada.
O que agravou a situação de Arruda foi a tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido por Sombra, na quinta-feira, documentada pela PF. O vídeo mostra o momento em que o servidor Antônio Bento, conselheiro do Metrô de Brasília, entregava R$ 200 mil a Sombra. Para piorar, com o dinheiro a polícia apreendeu um bilhete, supostamente entregue por Arruda, com instruções cifradas que legitimariam o emissário e a proposta de suborno. No bilhete, estão escritas cinco frases não-interligadas – “gosto dele”; “sei que tentou evitar”; “quero ajuda”; “sou grato”; e “Geraldo está valendo”, além da expressão “GDF ok”. GDF quer dizer governo do Distrito Federal. Geraldo seria o deputado distrital Geraldo Naves (DEM), aliado de Arruda.
A missão de Sombra, caso o suborno tivesse dado certo, era convencer o ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção – conhecido como “mensalão do DEM” -, a dar declarações falsas e pôr em dúvida a autenticidade dos vídeos que mostraram o governador recebendo R$ 50 mil e o ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente (sem partido) escondendo maços de dinheiro nas meias.
PRISÃO
A Justiça e o Ministério Público discutem as formas jurídicas e tiram as últimas dúvidas técnicas a respeito do afastamento do governador, ou eventual prisão, para garantia da instrução do inquérito. Essa hipótese vem sendo amadurecida desde janeiro, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisava o pedido de quebra de sigilo bancário dos envolvidos no escândalo. Se a opção for pelo simples afastamento, ele pode ser determinado tanto pela Justiça Federal de Primeira Instância, mediante ação civil pública, como pelo STJ, onde tramita o inquérito da Caixa de Pandora. No caso de prisão, a medida compete exclusivamente ao STJ, foro especial de governadores em processo criminal.
Para qualquer das medidas, porém, a Justiça precisa do laudo pericial do Instituto Nacional de Criminalística (INC) atestando que o bilhete é realmente de Arruda – embora ele próprio já tenha reconhecido que a letra é dele.
Por sua assessoria, o governador mandou dizer que não vai renunciar nem acredita que a Justiça determine seu afastamento ou prisão. “Para decepção dos meus opositores, eles vão ter de me aguentar até 31 de dezembro”, desafiou, confiante em cumprir o mandato até o último dia.
Arruda é acusado de ser chefe e beneficiário de um gigantesco esquema de distribuição de propinas, arrecadadas de empresários, em favor de políticos e autoridades locais. Réu colaborador da PF, Barbosa delatou o esquema e anexou 30 fitas de vídeo que mostram um dos escândalos mais bem documentados no País.
(*) Estadão.
A PROPÓSITO
Se o governador Arruda for realmente preso, ficará nessa cela
de segurança máxima, na Penitenciária da Papuda, em Brasília. *
(*) Acir Vidal, editor do site.
EM TEMPO
Sempre ouvi dizer que “ladrão que corre pouco,
não vai longe na carreia”. *
(*) Acir Vidal, editor do site.












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