Archive for fevereiro 2nd, 2010
OBRIGADO, Ô DA LENTE!
Todos os dias temos algo a agradecer, não?
Hoje, por exemplo, temos que agradecer ao fotógrafo,
que não estava de frente.
Fui!!!… na dúvida. Seria o Acir, no paradisíaco Irirí?
(*) Curt Nees, 6.3 e aturando a politicalha que assola o País.
Pensador, despachando de Jaraguá do Sul, na bela e Santa Catarina – curt.nees@gmail.com
FINALMENTE…
…pesquisadores descobriram, após analise do DNA,
quem, na verdade, é a mãe do Chuck! *
(*) Repassado pelo meu amigo, Manoel Carlos.
NÃO ESTAMOS SÓS
Tenho com todo o orgulho um amigo. Desses que, parece, não mais aparecem. Velho colega do Banco do Brasil na Revista Cacex, amigo ímpar, amizade que cultivo há mais de trinta anos. Quer dizer, na medida do possível, pois ele continua no Rio, esse mineiro de Nanuque e já eterno morador do Leme – enquanto eu vivo do escreviver de acá/taguases & do mundo que nos cerca e distancia. Na verdade, o que mais dificulta manter acesa a chama dessa amizade é que – com sua famosa idiossincrasia – ele não se adaptou de forma alguma ao computador, e nem tenta. O que faz ser por carta nossa rara comunicação. Cartas com sua letra miúda, um leve tombar para a direita, seus característicos caracteres muitíssimo bem construídos – um píccolo “pleonas/meu/femismo” que adoto aqui só pra dizer que é uma bela e saudosa letra esta que vejo agora no envelope que acabo de encontrar, carta datada de janeiro de 2007 (acabara de lhe enviar meu livro “Doris Day by Night/Noite Americana”):
“No espaço/ esparso/ à luz da noite americana,/ vogais e consoantes/ vagam soantes/ ou toantes/ ou não,/ e fazem lembranças,/ talvez já mortas/ voltarem à vida/ de Copa by night. Eu acho, meu caro Ronaldo, que aquele mundo que você conheceu a fundo, se por um lado era pesado e fundo, por outro, era de um brilho ‘fracturado’ de fantasias e realidades. Como as aparas, limalhas, maravalhas, fagulhas luminosas que se etincelam de uma serra a trabalhar o metal. Assim foi como vejo os seus poemas do tempo do Beco da Fome, e de outros tempos, e doutros becos, depois”.
Palavras que, como sempre, me emocionam – essa letra fina e magra e seca nascida no árido sertão de Nanuque. Letra elegante, como seu dono. De grande sensibilidade, como seu dono. Com seu saber enciclopédico, ele sempre nos disse mais de Paris que muito parisiense – sua Paris-paixão, que só conheceu “ao vivo” depois dos 50 anos. Ao “vivo” porque, muito antes de lá ter botado os pés, ele sempre nos dava indicações precisas de ruas, teatros, cafés – um parisiense nato (em Nanuque).
Lembro-me que, nos anos 70, da primeira vez em que estive em Paris, mandava-lhe poemas-postais que tentavam flagrar a cidade com citações de cinema, música, literatura, como este: “Suponhamos assim um sol. Um sol a sós que nos solapa. Que nous brûle et nous devore. Encore-encore, encore-encore: Saravá, Pierre Barouh! Paris-verão, verão partout. Paris, le soleil: bateau-mouche. Solta no céu, La Tour Eiffel. Alors, qu´est-ce que je peux faire? Pierrot, j´sais pas quoi faire. Pêut-être, lire Appolinaire”.
Postais altamente etílicos e entusiasmados: “Ontem à tarde dei uma volta pelo Bois de Boulogne (que temeridade!), depois passei ao lado da Sorbonne e logo-logo parei num café da Rue des Écoles pra tomar, é claro, mais um Rémy Martin. À noite, em outro café do Quartier Latin, paro pruma dose estratégica de Napoléon. A vida em Paris é um só cognac e outro, atrás do outro. Não estamos sós, há sempre um cognac a nos acompanhar. Saravá”.
Na volta, ele me mostrou os postais que eu mandara: vários, de vários países e cidades, de Argel a Roma, de Madri a Lisboa, todos sempre remetendo a cognacs, vinhos, uísques, Fernet Branca, cervejas variadas – principalmente Stela Artois, minha predileta na ocasião, facilmente encontrável em Paris. Rimos muito com meu homérico porre afro-europeu, que nada tinha a ver com os países que ia conhecendo; melhor, que ia bebendo. Parecia (não era verdade) que eu estava pouco me importando com todos eles. Parecia que podia ter ficado no Brasil, pois – à exceção da belga Stela Artois e do italiano Fernet Branca – os demais “traçados” eu já traçava normalmente no Rio, em Cataguases & quejandos.
Assim é agora este texto sobre meu caro Trajano Valpassos: só pra dizer que tenho um amigo, um amigo querido desses que não se fazem mais (Rosário Fusco dizia que os amigos, amigos mesmo, podiam ser contados nos dedos da mão – da mão direita). Só pra dizer (como em minha carta do início de 2007) que “vi você a passar indoutro dia numa manhã chuvosa de fim-de-ano pela Gustavo Sampaio: eu, distraído, a pagar o café-da-manhã na padaria e você a passar apressado, esguio e um pouco mais grisalho, mas com o andar firme e nanuqueano de sempre.
A moça do caixa demorou a me dar o troco. Cheguei à calçada, gritei por você, mas qual o quê: o Velho Traja já dobrara com elegância pra Antônio Vieira, ‘a rua da Ulla’, com toda a pompa e circunstância merecida pelo próprio padre. Por acaso, e veja como ‘o discurso é/continua infalível’, o mesmo Vieira que acabo de citar como uma das epígrafes de meu último livro, aquele Doris Day que enviei pra você, ‘rodado’ em Copa by Night”.
Em março de 2007, dizia o Velho Traja: “Como você é um curioso dessas produções folclórico-literárias, avaliador (e até avalista) delas, ouso voltar à sua presença com alguns daqueles sonetos luxuriosos, à moda do Aretino, que perpetuei faz alguns anos. Na verdade, os sonetos foram de viagens, que é a única coisa que, acho, aprendi a fazer, realmente bem, na vida. A origem deles vem de um anúncio, em “revista de sacanagem”, de um casal propondo-se a trocas amorosas. Havia uma foto de uma mulher em decúbito: o rosto não aparecia, o corpo era muito bonito, particularmente a bunda. Daí o mote: ‘as curvas dessa bunda’
A você, obviamente, foram dedicados dois deles: um, em Madri; e o outro, você à la Gabin, atrás daqueles curvas em Paris. Esse que aí vai: Túnel da Mancha, musa faz forfait,/ em vão a esperou no Pas de Calais,/ tomar um Calvados de armar banzé/ ou de boiotar como um zé-mané.// Deglutindo um paté de canard frais,/ sujeito pobre de marré, marré,/ em Minas, tomaria um capilé,/ sertão dos cataguás – Antão, inté…// Num bistrô chic, diante de um “Monet”, / um gauloise, Gabin, plus que jamais,/passeia pelo Sena. E o Corcunda// de Nôtre Dame o observa do alto. C´est/ la vie, meu caro amigo, s´il vou plaît/ de conhecer “as curvas dessa bunda”.
Sim, a bem da verdade, não se fazem mais bundas, ou curvas, ou pessoas tão retas como Trajano de Almeida Valpassos, o meu querido Velho Traja, impávido imperador do Leme. “Não estamos sós” (no universo) era/é seu lema, seu leme. Assino embaixo, porque quem o tem como amigo sabe que nunca vai estar só. E, olha cá: Trajan é tranchã! Et voilà!
(*) Ronaldo Wernek, jornalista e poeta, é mineiro de Cataguases.
A PROPÓSITO
Olhaí, pessoal:
Meu amigo Ronaldo Wernek é o entrevistado desta semana no “Isso é Brasil”, programa comandado por Aristóteles Drummond na Rede Vida, todo dedicado ao seu livro “Kiryri Rendáua Toribóca Opé – humberto MAURO revisto POR ronaldo WERNECK”.
O Programa, imperdível, vai ao ar amanhã, quarta-feira, dia 03 de fevereiro, às 20h30.
A Rede Vida pode ser sintonizada nos Canais 9 (TV aberta) 13 (Parabólica) 20 (Sky) e 26 (Net). *
(*) Acir Vidal, editor do site.
SANTINHO DO PAU OCO
Palocci desiste de candidatura ao governo de SP
A base aliada do governo Lula em São Paulo, com nove partidos, aumentou a pressão sobre o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para que ele seja o candidato ao governo de São Paulo e desista da Presidência.
Caso Ciro resista, a opção será a candidatura do senador Aloizio Mercadante, como defende o presidente Lula.
O deputado federal Antonio Palocci (SP), ex-ministro da Fazenda (foto acima), oficializou ontem ao partido que não concorrerá às eleições para o governo paulista.
A pedido de Lula, Palocci participará da coordenação da campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff.
- Mercadante deseja se candidatar à reeleição para o Senado, mas, caso Ciro resista, é praticamente impossível que não atenda a um pedido de Lula. Para o PT está claro que, sem Ciro, o candidato será Mercadante – disse um alto dirigente do PT.
(*) O Gloo Online.
A PROPÓSITO
Ciro Gomes (PSB-CE), o cheira-peidos do governo, só faz o que o presiMENTE Lulla mandar. *
(*) Acir Vidal, editor do site.
ELEIÇÕES 2010
Especialistas em casuísmos
Lula está loucamente em campanha “informal” por Dilma, inaugurando qualquer rascunho de obra e falando bem de si próprio todo dia. E os líderes da oposição, estão fazendo o quê? A mesma coisa
É divertido assistir ao PSDB reclamar dia sim outro também contra a antecipação da campanha. A diversão fica por conta de um detalhe: no poder, o PT não cometeu casuísmos, não alterou uma vírgula das leis eleitorais para beneficiar-se. Nem precisou. Se o partido situacionista colhe os frutos de um arcabouço deformado e injusto, moldado para favorecer o continuísmo, deve gratidão especial ao PSDB, o verdadeiro pai da criança.
A começar da reeleição. Qual é a história dela entre nós? Depois do impeachment de Fernando Collor, a revisão constitucional acabou em fiasco. Um dos poucos temas aprovados foi reduzir o mandato presidencial de cinco para quatro anos. Quem era o favorito então para ganhar a corrida do ano seguinte? Luiz Inácio Lula da Silva.
Mas vieram o Plano Real e a invencível candidatura de Fernando Henrique Cardoso. Instalados no Planalto, os tucanos trataram de continuar ali mais um quadriênio, com regras curiosas. O ocupante do Executivo pode pleitear um tempo extra na cadeira, sem precisar sair dela. Já quem o desafia é obrigado a desincompatibilizar-se.
O mesmo vale para vereadores, deputados e senadores, que podem lutar por mais um mandato sem renunciar. E têm o privilégio de concorrer com desafiantes que precisam obrigatoriamente estar desligados da máquina estatal. Não é uma beleza? Além disso, no poder os tucanos trataram de reduzir os dias reservados à campanha eleitoral no rádio e na TV.
Quando essas maravilhas foram incorporadas à legislação, o PSDB ocupava a Presidência da República e os governos dos principais estados, incluído o “Triângulo das Bermudas” da política brasileira: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Eis por que simplesmente não dá para levar a sério a choradeira.
O sistema eleitoral apresenta deformações? Sim. Há esperança de que o próximo governo tome a iniciativa de corrigi-las, para legar ao país uma moldura mais democrática? Esperança remota. Infelizmente, o aperfeiçoamento institucional não é uma preocupação dos nossos políticos. Talvez porque lhes falte tempo, ocupados que estão em espremer os miolos para encontrar o caminho da perpetuação.
“Casuísmo” é uma palavra nascida nos anos 70 do século passado, quando o regime militar alterou seguidamente as regras eleitorais para tentar evitar a chegada da oposição ao poder. No fim deu errado, porque o PMDB acabou derrotando o governo, mesmo com todos os truques. Na política, nada resiste à força da maioria. Pode levar um tempo, mas ela acaba prevalecendo.
Qual é o problema atual da oposição brasileira? É exatamente construir uma nova maioria. Ou então, por inércia, as urnas acabarão referendando a maioria que existe, e que sustenta o governo Lula. Como a oposição não parece ter a mínima ideia de por onde começar a tarefa, recorre ao formalismo. Sim, Lula está loucamente em campanha “informal” por Dilma Rousseff, inaugurando qualquer rascunho de obra e falando bem de si próprio todo dia. E os líderes da oposição, estão fazendo o quê? A mesma coisa.
Apenas, talvez, com menos competência.
Pesquisas
Em nenhum outro país as pesquisas eleitorais consomem o tanto de imprensa que lhes é dedicado no Brasil. Deve haver alguma explicação. Uma, conspiratória, é que enquanto se discutem as pesquisas não se discute o essencial: o que cada candidato quer fazer no governo.
O cenário eleitoral no Brasil é curioso. Para boa parte do eleitorado potencial da oposição (e da base social desta), o ideal a partir de 2011 seria um governo igualzinho ao de Lula, só que sem o PT. Nem é por resistência aos programas sociais, hoje consensuais por convicção ou conveniência. É mais por causa da dúvida sobre os reais compromissos estratégicos do partido com a democracia representativa e a economia de mercado. E não necessariamente nessa ordem.
Daí por que o nome de Henrique Meirelles pode agregar valor eleitoral a Dilma. Ele traria eventualmente também algum desgaste, caso a oposição decidisse colocar em debate o modelo econômico de escravidão financeira, farra cambial e baixo crescimento. Mas quem disse que a oposição está interessada em ir por aí? Ela parece mais empenhada é em vender-se como confiável à turma de sempre.
(*) Do blog do Alon Feuerwerker, de Brasília – DF.
EM TEMPO
‘Nestepaís” a lei é a forma de impedir que uma imoralidade
ocasional prejudique as dos governantes de plantão. *
(*) Acir Vidal, editor do site, relendo Millôr Fernandes.
MENINOS, VOLTEI!
Olá, amigos, estou de volta, depois de três maravilhosos dias na Enseada das Garças, Praia Grande, Fundão, paradisíaca praia capixaba. Fui para o aniversário de 50 anos do meu amigo Fábio Mattos, o maior bluseiro do ES. Foram dias de muito sacrifício, muito stress, quase rolou uma “hipertensão”, … mas…. *
(*) Acir Vidal, editor do site.
A PROPÓSITO
(Da esquerda para a direita, Fábio Mattos, Joyce, minha filha primogênita, e o locutor que vos tecla).
(Da esquerda para a direita, Rossana, esposa do Fábio. Em pé, da esquerda para a direita, as maravilhosas Marília, Juliana (filhas do Fábio) e Joyce, a filha do locutor que vos tecla.
(O locutor que vos tecla preparando o rango: arroz de polvo com camarão VG. E a cerva descendo redonda…)
(A princezinha Mariana, filha da Marília, neta do Fábio, no colo do meu genro Paulo Henrique. Atrás, Rossana, a mulher do Fábio).
(Rafael, genro do Fábio Mattos).
(O locutor que vos tecla dando comida pros macaquinhos)






















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