Archive for fevereiro, 2010

DOMINGO, 28 DE FEVEREIRO DE 2010

                                            A GRANDE MELÔ

                               

A PROPÓSITO

O MUNDO GIRA *

Do então deputado e presidente do PT José Dirceu, em agosto de 1999, defendendo investigação parlamentar sobre a privatização da Telebrás: “O Brasil precisa desta CPI”.

EM OFF

O encontro de Dilma Rousseff com executivos da Oi, em novembro passado, para discutir o interesse da empresa em comprar a Eletronet, que contratou os serviços de consultoria de Dirceu, não foi registrado na agenda da ministra da Casa Civil.

(*) Coluna Painel, na Folha de São Paulo.

ELEIÇÕES 2010

OU VAI OU RACHA

BRASÍLIA – O Datafolha de hoje confirma a previsão do Planalto e não deixa alternativa para os tucanos: agora, ou vai ou racha.
Significa que o tempo de hibernação de José Serra se esgotou e que ele tem de se lançar já à Presidência, antes que seja tarde. Como significa que a eleição atingiu o ponto ideal para a definição de Aécio Neves: sempre se soube, mas nunca tinha ficado tão evidente o quanto sua candidatura a vice é fundamental para a oposição.
Quanto mais Dilma é identificada como candidata de Lula, mais ela cresce, e estava escrito nas estrelas do PT que aquele aguaceiro em São Paulo, os dissabores de Gilberto Kassab na prefeitura e a debacle do DEM no DF iriam afetar Serra.
Ainda não tecnicamente, mas na prática a pesquisa registra um empate, com duas más notícias para Serra: Dilma Rousseff sobe consistentemente, e ele, que se mantinha sólida e estavelmente no topo, passou a cair. O cruzamento desses dois movimentos é fatal para o tucano, a não ser que seja contido. Como? Só ele, seus aliados e estrategistas podem saber, mas Aécio já era importante e passou a ser vital.
Em todos cenários -com ou sem Ciro, no primeiro ou segundo turno-, Dilma ganhou pontos, Serra perdeu. E em igual proporção, como os 5 a mais de uma e os 5 a menos do outro com Ciro na disputa.
O dado mais poderoso, porém, é a perda de três pontos de Serra no Sudeste, que tem 42% do eleitorado. Para subir a rampa, Serra tem não só de ganhar bem nessa região como compensar aí o que certamente Lula dará a mais para Dilma no Norte e no Nordeste. Com Aécio é possível. Sem ele…
No discurso serrista, tudo isso é porque “a campanha nem começou”. Só que, quando começar, Dilma vai continuar como hoje, com muito mais tempo de exposição positiva na TV, sem contestação.
Voltando à vaca fria, a oposição ou vai de Serra e Aécio ou racha.
Na política, rachar é sinônimo de perder.
 

(*) Eliane Cantanhêde, na Folha de São Paulo  (Assinantes).

 

A PROPÓSITO

SE CORRER, O BICHO PEGA; SE FICAR…

“Nestepaíz”, quando um presidenciável fala insistentemente na
 sua honestidade, pode-se pensar na canhestrice de seus eleitores. *

 

(*) Acir Vidal, editor do site.

 

RECEITA DAS PIZZAS CPI

É bem simples, porém milionária. Pegue meia dúzia de políticos de qualquer partido e quebre o seu sigilo bancário, adicione outros tantos políticos na mesma panela. Não se preocupe em escolher se são de direita ou de esquerda, são todos “farinha do mesmo saco”. Misture-os com os primeiros sempre cuidando de sua carteira para não sumir durante o preparo. Mexa bem na história política deles, para levantar toda podridão que fica escondida no fundo de suas vidas. Mexa até conseguir uma pasta bem homogênea. Ao consegui-la, retire seu conteúdo (documentos sobre desvios realizados em obras públicas, favorecimentos ilegais, notas de pagamentos ilícitos, etc), faça o recheio com o mesmo enchimento encontrado em cuecas de outros políticos e em certas caixas de bebida, ou seja, coloque muito, mais muito dinheiro mesmo dentro dela. Senão todo processo dará errado e você acabará sendo o único processado. Para poder manusear a pizza tem-se que primeiro molhar as mãos… As mãos de senadores, deputados, ministros, etc. Outro cuidado importante para conservar a saúde e o mandato, já que a tal pizza é extremamente suja e lamacenta, é o de lavar as mãos (assim como fez Pilatos), sempre que escutar reclamações sobre algum suposto envolvimento não comprovado de sua parte ou quando lhe acusarem de também ter colocado a mão na massa. A pizza tem de ser preparada em fogo brando e principalmente com uma comissão de inquérito mais branda ainda, para que ninguém saia queimado, caluniado ou cassado. Esta pizza é o símbolo que alimenta a corrupção do Brasil. Em contrapartida, também causa desnutrição em boa parte da população, que assiste faminta ao dinheiro de suas contribuições sendo partido em fatias, para alimentar partidos e patifarias. O povo se esquece que foi com o fermento de seu voto que ela foi criada. Então vamos tirar a pizza do cardápio destes intrépidos! Como? Trocando os atuais (políticos eleitos) pelo mesmo motivo e com a mesma intensidade que se troca a fralda de bebês!
 

Jackson Grimm, político em Jaraguá do Sul/SCjackson.grimm@gmail.com

A PROPÓSITO

O texto acima foi enviado pelo nosso herói, Curt Nees.

TRONO DO REI *

Diz o meu chegado – e também assíduo por aqui! - Tonhão,
da quenTÉrÉsina, no bÉlíssimo PiauÍ

“Meu caro Curt Nees, estou me preparando para assistir ao
famigerado horário politico que se aproxima.
Mandei fazer essa adaptação em minha casa, no WC (não
confundir com Walderley Cardoso, por favor).

Se gostares da ideia mande fazer pra você também.
A reprodução é livre, e está devidamente autorizada.
Grande abraço e vâmoQvâmo.”

Tonhão.com64+8ms.
(*) Não é o Roberto Carlos, tá?

Fui!!!… a propósito, conferir a fralda da minha neta, a GRANDE Julia! **

(**) Curt Nees, 6.3 e aturando a politicalha que assola o País.
Pensador
, despachando de Jaraguá do Sul, na bela e Santa Catarinacurt.nees@gmail.com

SÁBADO, 27 DE FEVEREIRO DE 2010

                 SOM NAS CAIXAS

Na radiola, “This I dig of You”, com

Kenny Barron (piano)
Gary Bartz (sax alto)
Ray Drummond (baixo)
Ben Riley (bateria)

Gravada  ao vivo na Maison des Congrés,
Clermont-Ferrand,  França, em 21 e outubro de 1994.*

(*) Acir Vidal, editor do site.

ZD CONTINUA BOMBANDO

Ex-cliente de Dirceu controla fatia maior da Eletronet
Nelson dos Santos também está por trás da Contem Canada, outra sócia na empresa

Contem Canada, na verdade, faz parte de grupo com sede em Campinas; Eletronet é peça-chave no plano de banda larga do governo

JULIO WIZIACK
MARCIO AITH *

Nelson dos Santos, ex-cliente de José Dirceu, é o principal acionista privado da Eletronet, empresa em processo de falência que o governo planejava reativar para ser usada como “espinha dorsal” do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga).
Em 2003, quando foi solicitada a falência, a Eletronet tinha como sócios o governo, por meio da Lightpar, com 49% de participação, e a AES, com 51%. Em agosto de 2004, a companhia americana cedeu sua participação à Contem Canada Inc., sediada em Sherbrooke.
Por essa operação, a Contem recebeu uma participação de R$ 287 milhões sem pagar por isso, assumindo a parte da AES na Eletronet, cuja dívida chegava a R$ 800 milhões.
A Contem Canada Inc. é do grupo brasileiro Contem, que pertence a Ítalo Hamilton Barioni. A empresa, sediada em Campinas, no interior paulista, opera no setor elétrico. Em 2005, Barioni vendeu 25% de sua participação na Eletronet para a Star Overseas, “offshore” de Nelson dos Santos, por R$ 1.
Após seis meses, Santos tornou-se sócio da Contem sem desembolsar por isso. É o que revela o registro da Junta Comercial de São Paulo. Santos passou a deter praticamente metade da Contem, compartilhando o controle da Eletronet.
Entre 2007 e 2009, Santos contratou o ex-ministro José Dirceu por R$ 620 mil no período, como revelou a Folha. Dirceu e Santos declararam que o dinheiro não foi para “lobby”, mas foi pagamento por serviços de consultoria.
Quando era ministro, Dirceu participou ativamente do debate no governo sobre a reutilização das fibras da Eletronet. A ideia original era sanear a empresa para vendê-la. Depois, pensou-se em montar uma empresa que gerenciasse as redes de dados das estatais. Em 2006, após a saída de Dirceu da Casa Civil, o governo pensou em usar a Eletronet como pilar na oferta de internet em regiões descobertas pelas teles.

Controvérsias judiciais
Esse projeto do governo encontrou barreiras entre Furukawa e Alcatel-Lucent, empresas de tecnologia que concentram 80% das dívidas da Eletronet. Ambas travam uma disputa na Justiça, que já dura uma década, para receber o pagamento. Hoje eles aceitam receber menos que os R$ 600 milhões fornecidos à Eletronet em fibras ópticas e equipamentos instalados nas torres de transmissão de energia das companhias elétricas. Essa malha de fibras soma 16 mil quilômetros e conecta 18 Estados.
Em dezembro, o governo obteve decisão do Tribunal de Justiça do Rio, que transferiu essas fibras às centrais elétricas mediante depósito de R$ 270 milhões em caução.
Em janeiro, os credores recorreram por meio de uma petição. Motivo: alegam não ter recebido o dinheiro e, por isso, querem a anulação da decisão do tribunal. A disputa continua na Justiça.
Sem a posse dessas fibras, o governo não tem como levar a internet a 68% dos domicílios até 2014, como prevê o PNBL.

A fatura de Santos
Mesmo que o governo mantenha as fibras da Eletronet, o empresário Nelson dos Santos diz ter direito a receber cerca de R$ 200 milhões. Segundo ele, o pedido de falência da empresa foi feito pelo governo, e não pelos sócios privados. Ainda segundo ele, todos os investimentos e a manutenção da rede foram feitos pelos sócios privados ao longo dos anos após o pedido de falência.
Caso o governo ganhe a disputa na Justiça e a Eletronet perca as fibras, Santos acredita ter direito a indenização. Se a empresa fosse mantida na gestão da oferta de banda larga pelo PNBL, ele também receberia. Isso porque, saneada, a Eletronet estaria gerando receita com a prestação de serviço e retorno a Santos, cuja participação na empresa agora se revela maior do que se sabia.
 

(*) Folha de São Paulo  (Assinantes)

 

A PROPÓSITO

O maior lobista do país

José Dirceu, o “consultor” mais quente da República, aparece no meio de uma bilionária operação que pretende botar em pé uma empresa estatal de internet e, claro, fazer a fortuna de alguns bons companheiros

Fábio Portela e Ronaldo França

DO OUTRO LADO DO BALCÃO
Dirceu abandonou a militância e só pensa em sua “consultoria”

De tempos em tempos, o governo Lula se vê obrigado a explicar ne-gócios obscuros, lobbies bilionários, maletas de dinheiro voadoras e beneficiamento a grupos privados. Já é uma espécie de tradição petista. E o que une todos esses casos explosivos? José Dirceu, o ex-militante de esquerda e ex-ministro-chefe da Casa Civil que se transformou no maior lobista da República. Onde quer que brote um caso suspeito incluindo gente do PT e dinheiro alto, cedo ou tarde o nome de Dirceu aparecerá. Ele tem se esgueirado nas sombras, como intermediador de negócios entre a iniciativa privada e o governo desde 2005, quando foi expurgado do cargo de ministro por causa do escândalo do mensalão. Sem emprego, argumentou que precisava ganhar a vida e se reinventou como “consultor”, o eterno eufemismo para “lobista”. Passou a oferecer, então, duas mercadorias: informação (dos tempos de Casa Civil, guarda os planos do governo para os mais diversos setores da economia) e influência (como o próprio Dirceu adora dizer, quando ele dá um telefonema para o governo, “é O telefonema”). Em ambos os casos, cobra bem caro por seus serviços.

Na semana passada, um dos serviços do “consultor” José Dirceu causou um terremoto em Brasília. Os jornalistas Marcio Aith e Julio Wiziack revelaram que ele está metido até a raiz dos cabelos implantados em uma operação bilionária para criar a maior operadora de internet em banda larga do país. O negócio está sendo coordenado pelo governo desde 2003 e vai custar uma montanha de dinheiro público – fala-se em até 15 bilhões de reais. Deverá fazer a alegria de um grupo de investidores privados que, ao que tudo indica, tiveram acesso a informações privilegiadas e esperam aproveitar as ações do governo para embolsar uma fortuna. O Plano Nacional de Banda Larga – nome oficial do projeto sob suspeita – começou a ser gestado no início do governo Lula, quando Dirceu ainda era ministro. A ideia era criar uma estatal para oferecer internet em alta velocidade a preços subsidiados em todo o país – uma espécie de “Bolsa Família da web”.

Dirceu passou a defender a ideia de que a nova empresa fosse erguida a partir de outras duas, já existentes, mas que estavam em frangalhos: a Telebrás, que depois da privatização do sistema de telefonia, em 1998, ficou sem função, e a Eletronet, dona de uma rede de fibra óptica que cobre dezoito estados. A Eletronet era uma parceria da Eletrobrás e da americana AES, mas, por ser deficitária, estava em processo de falência. O projeto de Dirceu era capitalizar as duas companhias e fazer com que a Telebrás oferecesse internet em alta velocidade usando a rede da Eletronet. O presidente Lula aprovou a proposta – afinal, não é todo dia que se antevê uma estatal inteira, pronta para ser aparelhada. Apesar de o projeto ter sido desenhado em 2003, só começou a se tornar público em 2007. E este foi o pulo do gato: quem ficou sabendo dos planos oficiais com antecedência teve a chance de investir nas ações das duas empresas e, agora, poderá ganhar um bom dinheiro com o desenlace do plano.

O maior beneficiário em potencial atende pelo nome de Nelson dos Santos – lobista, como Dirceu, mas de menor calibre. Em 2004, Santos (ainda não se sabe por qual canal) tomou conhecimento da intenção do governo de usar a Eletronet para viabilizar o sistema de banda larga. A maior parte do capital da Eletronet (51%) estava nas mãos da AES. Santos conhecia bem a companhia: em 2003, havia feito lobby para renegociar uma dívida de 1,3 bilhão de dólares da AES com o BNDES, e teve sucesso. Quando descobriu que a falida Eletronet poderia virar ouro, convenceu a direção da AES a lhe repassar suas ações na empresa pelo valor simbólico de 1 real. A AES topou. Achou que estava se livrando de um problemão, pois a Eletronet acumulava dívidas de 800 milhões de reais. Na reta final do negócio, Santos foi surpreendido por três outros grupos que também se interessaram pela compra – o GP Investimentos, a Cemig e a Companhia Docas, do empresário Nelson Tanure –, mas o lobista venceu a disputa. Por orientação dele, as ações da AES na Eletronet foram transferidas à Contem Canada. VEJA descobriu que a Contem de Canadá só tem o nome. Ela é uma offshore controlada por brasileiros que investem no setor de energia. Como está fora do país, ninguém sabe ao certo quem são seus cotistas. Posteriormente, metade dessas ações foi repassada à Star Overseas, outra offshore, das Ilhas Virgens Britânicas, pertencente a Santos. Offshore é a praia de Dirceu.

Com essa negociação amarrada, Santos e seus companheiros da Contem passaram a viver, então, a expectativa de que parte do dinheiro público a ser investido na Eletronet siga diretamente para seus bolsos. Para se certificar de que as iniciativas oficiais confluiriam para seus interesses, contrataram os serviços de quem mais entendia desse tipo de operação no país: José Dirceu, o “consultor”. Entre 2007 e 2009, Santos lhe pagou 20 000 reais por mês, totalizando 620 000 reais. O contrato entre os dois registra o seguinte objeto: “assessoramento para assuntos latino-americanos”. Se tudo corresse como o planejado, a falência da Eletronet seria suspensa e a empresa, incorporada pela Telebrás. Santos e os outros cotistas da Contem seriam, assim, ressarcidos. O lobista calculava sair do negócio com 200 milhões de reais. O que Dirceu fez exatamente por seu cliente é um mistério. O que se sabe é que em 2009 o governo tentou depositar 270 milhões de reais em juízo para levantar a falência da Eletronet e passar a operar sua rede. O caso embolou porque os credores da empresa alegaram que, se algum dinheiro pingasse, deveria ser deles, que forneceram os materiais usados na rede de fibras ópticas, e não do grupo do lobista. O imbróglio segue na Justiça.

Paralelamente, houve quem ganhasse na outra ponta do negócio, a da Telebrás – que está cotada para operar o sistema de banda larga e, portanto, também pode vir a valer muito dinheiro. Antes de o PT chegar ao poder, o lote de 1 000 ações valia menos de 1 centavo de real. No decorrer do primeiro mandato de Lula, o preço subiu para 9 centavos por lote. No segundo mandato, veio o grande salto. Figuras de proa do governo começaram a fazer circular, de forma extraoficial, informações sobre o resgate da Telebrás. As ações dispararam com a especulação. Sua valorização já chega a 30 000%, sem que nenhuma mudança concreta tenha sido realizada. Tudo na base do boato. O caso é tão estranho que levantou a suspeita da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão responsável por manter a lisura no mercado de ações. A CVM quer saber quem se beneficiou desse aumento estratosférico e, principalmente, se esses investidores tiveram acesso a informações privilegiadas saídas de dentro do Palácio do Planalto.

A explosiva criação da estatal de banda larga é só mais um dos muitos negócios em que Dirceu está metido. Desde que foi defenestrado do governo, o ex-militante de esquerda foi contratado por alguns dos empresários mais ricos do planeta para “prestar consultoria”. O magnata russo Boris Berezovsky, proibido pela Justiça de seu país de voltar para casa, contratou Dirceu para tentar receber asilo político no Brasil e facilitar suas operações financeiras por aqui. O terceiro homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim, dono da Claro e da Embratel, pagou a Dirceu para que ele defendesse seus interesses junto aos órgãos reguladores da telefonia brasileira. No Brasil, sua lista de “clientes” inclui a empreiteira OAS, a Telemar (que o contratou quando precisava convencer o governo a mudar a legislação brasileira para viabilizar sua fusão com a Brasil Telecom), a AmBev, e muitos outros pesos-pesados. A atuação tão animada de Dirceu vem causando arrepios no governo. “Fazer lobby e aproveitar contatos no exterior para ganhar dinheiro, tudo bem. Mas fazer tráfico de influência com informação privilegiada do governo é um risco enorme”, avalia um dirigente petista. As “consultorias” de Dirceu podem se tornar uma bomba para o PT durante as eleições deste ano.

 

(*) Revista VEJA  (Assinantes)

EM TEMPO

- Neste governo do presiMENTE Lulla, quando não há nada de
  novo e tudo “vai bem”, é porque o pior ainda não aconteceu. *
 

(*) Acir Vidal, editor do site.

O CHEIRA-PEIDOS DO LULLA

Ciro cogita convite para vice de Aécio
O pré-candidato do PSB aposta que Serra não será candidato e admite ser vice do tucano Aécio Neves

 

O deputado federal Ciro Gomes (PSB), pré-candidato à Presidência da República, disse ontem acreditar na possibilidade de ser convidado para ser candidato a vice-presidente numa chapa encabeçada pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Isso, segundo Ciro, depende basicamente na tese que ele denominou de “barata voa“: O ex-governador cearense acredita que José Serra (PSDB) desistirá da disputa presidencial para concorrer à reeleição ao Governo de São Paulo. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Debates do Povo, na rádio O POVO/CBN.

“Nesse caso, o PSDB vai chamar o Aécio para ser candidato e, em algum momento, o Aécio vai me chamar para ser vice dele“, disse Ciro. Segundo o deputado, isso abriria “20 possibilidades“ no cenário eleitoral. “O PT, que hoje me pressiona para o Governo de São Paulo, iria querer que eu concorresse a Presidência, porque o Aécio vira favorito, com o apoio do Serra“.

A princípio, Ciro afirmou que não aceitaria um convite para vice de Aécio e reafirmaria sua candidatura a presidente. Mas, minutos depois, ao tratar novamente do tema, Ciro admitiu a possibilidade. “Se acontecer a tese -barata voa-, me chamem aqui de novo para conversar“. Ao ser perguntado, em seguida, se aceitaria ser vice de Aécio, nesse cenário, Ciro respondeu prontamente: “Por que não?“, deixando em aberto uma possibilidade de aliança com o PSDB e, dessa forma, pressionando o PT para que aceite sua proposta de candidatura dupla na base do Governo.

Nesse clima, Ciro também afirmou que, hoje, as políticas de grandes alianças do PT deram espaço para a corrupção no Governo. “Essas alianças são um roçado de escândalos e eu já disse isso ao presidente Lula“.

“Sou melhor que ela”
Ciro voltou a criticar a decisão petista de lançar apenas Dilma Rousseff (PT), ministra da Casa Civil, para a Presidência. Segundo ele, fazer das eleições 2010 um “debate plebiscitário e despolitizado“ configura-se um “crime“. Ao falar da ministra, porém, Ciro elogiou. Mas sem deixar de fazer uma enfática ressalva: “Ela é boa, mas eu sou melhor do que ela, até porque eu já participei de umas 20 eleições e ela, nenhuma“.
 

(*) O Povo Online.

No Brasil, o ‘roubolation’; em Cuba, o ‘embromation’

 

(*) Do blog do Josias de Souza.

POSSÍVEIS DISFARCES

PROCURA-SE O PRESIMENTE QUE MIL
COISAS E SÓ FEZ F… A GENTE!  *

 (*) Bochicho aqui perto do meu estúdio, na Praia do Canto, Vitória (ES).
 
 
(**)  Acir Vidal, editor do site.

A MELÔ DO PRESIMENTE LULLA

A PROPÓSITO

E O QUE VOCÊ ACHA, ZÉ CAN-CAN?

- Os políticos brasileiros só não são completamente
 inúteis porque servem de mau exemplo. *

 

(*) Fumaça, biriteiro/filósofo da Praia do Canto, Vitória (ES).

MINHA ÚLTIMA ESCALADA

A minha primeira, já lá vão uns cinquenta anos, foi um desastre, quase a última. E olha que a via escolhida nem era assim tão difícil, mas se me sobravam juventude, vigor físico e obstinação, faltava-me ainda técnica e preparo psicológico para a empreitada.
Eu acumulava uma boa carga de experiência como participante ativo e auxiliar de guia, mas de caminhadas, com lances de até primeiro grau, o que era considerado “escalaminhada”. A Pedra da Gávea via Chaminé Ely é um bom exemplo do tipo. Embora não fosse guia diplomado, tinha sido eleito para o cargo de segundo secretário técnico do Centro Excursionista Brasileiro. Nessa qualidade, tomava parte nas deliberações colegiadas do Corpo de Guias ligadas à montanha, como a aprovação de registros de novas conquistas, atribuição de graus de dificuldades a novas vias, colocação ou retirada de grampos, cabos e escadas de aço, artifícios fixos largamente empregados na época dos pionei-ros, onde a segurança, preocupação máxima do esporte, devia ser aprimorada. Essas e demais temas ligados à atividade, inclusive sensíveis aspectos disciplinares.
Um dia um companheiro, Dertone, declarou ser um escândalo eu dar opiniões, por mais sábias, sobre assuntos técnicos sem acumular a menor experiência prática. Escalador teórico só existia em romances e em Hollywood. Concordei sem a menor reserva, mas ponderei que eu tinha justificativas físicas: uma luxação recidivante na articulação do ombro direito me minava a autoconfiança, além de me limitar os movimentos. Ademais, focado nos aspectos de segurança coletiva, temia criar problemas para os companheiros de cordadas, que, além vencer os obstáculos naturais, teriam de pajear, quiçá carregar em caso de acidente mais grave um companheiro sem condições de cuidar de si próprio. Isso e o medo..
Meu amigo foi implacável: não via problema algum em eu estrear; ele próprio guiaria, auxiliado por outro guia e que a via selecionada era “na medida exata para alpinistas grávidas”, em suas palavras. Não era, evidentemente, meu caso, mas senti-me encorajado.
No domingo seguinte, bem cedinho, partimos para a Praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana, onde iniciava a curta caminhada Ladeira dos Tabajaras acima até o pé do lance inicial da Agulhinha do Inhangá, uma escalada do segundo grau, pela classificação então em vigor. O primeiro lance é um paredão, genérico para as subidas verticais na rocha, independentemente de sua extensão. Prender-me com o nó apropriado, um laís de guia, à extre-midade da segurança foi a parte mais fácil do programa. Já de cima do primeiro lance, o guia deu autorização para que eu iniciasse meu ataque. Aí a coisa se complicou, pois, embora o tivesse observado com todo cuidado, deu-me um branco e eu só fiz besteira. Para início e conversa, parti com o pé errado e fiquei todo enrolado sem poder seguir em frente, com medo de uma queda. Bobagem, pois na pior das hipóteses ficaria pendurado na segurança, mas a ansiedade pesava e o novato aqui já se via no mínimo na sessão de traumato-ortopedia do Miguel Couto.
Com muita paciência meus companheiros me orientavam passo a passo literalmente e consegui progredir, com receios e vacilações, até quase o fim do lance. Foi aí que meu ombro gritou “presente!”, ou melhor, “ausente!” e me deixou no hora veja. Um estalo, uma dor aguda, a cabeça do úmero saiu de sua cápsula e o braço pendeu inútil. Por sorte não caí, pois, além preso à corda, estava bem apoiado nos dois pés e uma das mãos. Mas fiquei muito assustado.
Eu era veterano nesse tipo de situação, digo, em deslocar o ombro e recolocá-lo no lugar. Bastava um movimento especial e tudo se resolvia até a próxima vez. Mas estar no paredão não ajudava, pois, além de ter de me afastar da pedra para poder rodar o braço direito, o que me tiraria o equilíbrio, eu precisava ajudar a manobra com o esquerdo, o que, dado o quadro, era impraticável. Avisei aos outros a natureza do meu problema e, depois de algumas tentativas, consegui com muito custo fazer o movimento que levou o osso para seu lugar. Mas a dor era intensa e naquele momento pensei em desistir, descer e voltar para casa, eu estava praticamente mutilado. Após algumas deliberações os companheiros disseram que, se eu concordasse, dariam um jeito de eu ir até o fim. Em último caso me puxariam como um piano de cauda montanha arriba. Seguimos.
Terminado esse primeiro lance, vinha uma chaminé, nome que se dá a duas paredes confrontantes vencidas pelo método rala-costas: costas em uma parede, mãos e pés se alternando fazendo oposição e impulsionando o corpo para cima. Quem nunca fez isso em um portal de casa? A chaminé que ia enfrentar com apenas um braço funcional era curta, mas muito estreita. O jeito, sempre há um jeito, foi me entalar e serpentear para cima usando apenas a mão esquerda, processo muito cansativo que me deixou com a goe-la seca. Mas, considerando tudo, até que foi mais fácil do que temia. Um bom gole e dali para cima as coisas ficaram mais simples e enfim chegamos ao cume.
É fácil imaginar meu êxtase. Estar lá no alto, Copacabana aos pés, ter alcançado pela primeira vez um local ao qual nem todos têm acesso, a sensação e indescritível. Também o sentimento de gratidão a meus companheiros, sem cuja paciência e solidariedade a aventura teria sido abortada ainda no primeiro lance e eu não teria recebido meu batismo de praxe na montanha. Isso e o meu justificado orgulho por ter vencido, na realidade, dois obstáculos: a pedra e as limitações que minha condição impunha. Dupla vitória!
Aconteceram outras subidas à Agulhinha, bem mais tranqüilas. Também novas luxações da frágil articulação. As piores: uma no buraco ao fim da horizontal do Dedo de Deus, Caminho do Teixeira, que me deixou a minutos de renunciar à carreira de alpinista; outra, na horizontal do Suplício Chinês, Chaminé Stop, Pão de Açúcar.
Mas a protelada opção pelo remédio heróico, operação, se deveu a uma inocente furada de onda na Praia do Forte, Cabo Frio; mergulhei e saí do outro lado com o braço direito dependurado. Poderia ter tido consequências graves caso estivesse sozinho, devido às correntes. Não sei se foi o tempo que demorei em recolocar o inútil apêndice no seu lugar, se a água excessivamente fria, se a violência do choque com a onda, dessa vez tive de procurar um hospital e ser imobilizado. Foi aí que me decidi a apelar para a cirurgia. Total sucesso, mas, gato escaldado, passei a me dedicar mais às caminhadas e só raramente arriscava uma escalada. Aliás, como escalador sempre fui medíocre, nunca realizei feitos históricos, não conquistei nenhuma montanha, não consto no Panteon dos Heróis. Minha arena era o mato.

 

(*) Henrique Morais, escritor mineiro de Barbacedna, repassando um álbum com fotos dos bons tempos, na Ilha do Gover-nador, em fevereiro de 2010.

NOTÍCIA URGENTE. EXCLUSIVA. *

(Solda – Charge Online)

Em virtude das obras que estão sendo realizadas na EPTG
- Estrada Parque Taquatinga – e que prevê a reforma de um corredor exclusivo para ônibus, em Brasília…
surgiu um comentário de que será prestada uma homenagem ao seu executor, o ilustre “governador“, quando da inauguração
da referida. Dizem que mudará de nome: será nominada como Marginal José Roberto Arruda…
… se é que me entendem!!!

 

(*) Do nosso correspondente em Floripa, na bela e Santa Catarina, Geraldo Nilson.

FRADE MACHO

Em 04 de agosto de 2009 o Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosas das repartições publicas.
Pois bem, veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva.


“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada!
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas  e compradas;
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte;
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartEis, onde os pequenos são constrangidos e torturados;
Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento;
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças; das misérias e sofrimentos dos pequenos; dos pobres e dos menos favorecidos”.
 

Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP

Fonte: FOLHA de SÃO PAULO, de 09/08/2009