O FUTURO CHEGOU, FUJAM!

O que é valioso desmancha no ar

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O condenado e o ditador

Há poucos dias, no sábado, fez um ano que a Polícia Federal apreendeu, no aeroporto de Viracopos, SP, 19 malas com dinheiro e objetos de luxo. No total, algo como US$ 20 milhões. Era a bagagem de Teodorin Obang, filho de Teodoro Obang, há mais de 40 anos presidente (e homem mais rico) da Guiné Equatorial. Que é que Teodorin veio fazer no Brasil, tão perto das eleições, com tanto dinheiro e tantos objetos de valor? Nas investigações da Lava Jato, a Guiné Equatorial é sempre citada como parceira preferencial de empreiteiras brasileiras, aquelas que acompanhavam as viagens de Lula à África e ganhavam gordas concorrências, com o financiamento do BNDES.

Os relógios trazidos nas malas de Teodorin eram fantásticos: caixas de ouro ou platina, amplamente guarnecidas de brilhantes, de grandes marcas. Relógios ocupam pouco espaço, valem muito, podem ser transformados em dinheiro com facilidade. A propósito: onde estão as joias e relógios trazidos às vésperas das eleições pelo vice da Guiné Equatorial? E o dinheiro, em dólares e reais? Não se fala mais no assunto? Não ficou claro nem quem iria se beneficiar de objetos tão valiosos! Há quem diga que era a contribuição da Guiné Equatorial a seus candidatos favoritos – mas não há prova alguma disso, devem ser apenas comentários maliciosos.

De qualquer forma, seria interessante saber se o dinheiro e os objetos de valor estão sob custódia, ou foram devolvidos a quem os trouxe. Imagine, joias tão lindas sumindo no ar!

Rico, rico, rico

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Alguns dos relógios…

Claro que se pode dizer que o assunto não tem a menor importância, que a imprensa canalha faz tempestade em copo de champagne. Afinal, nada é tão normal quanto um país que está em 144º lugar em Índice de Desenvolvimento enviar seus governantes com malas de joias e dinheiro para uma visita turística a uma nação amiga -onde o turismo deve ser caríssimo.

Vergonha pouca…

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Pesquisa da Câmara Federal mostra que 71% dos juízes do país ganham mais que o teto constitucional de R$ 39,2 mil. Recebem auxílio-moradia e auxílio-alimentação, muitas viagens com boas diárias, penduricalhos diversos. E, na última semana, o Conselho Nacional de Justiça permitiu que o auxílio-saúde (10% do salário-base de desembargador) não espere ninguém ficar doente: já pode ser pago em dinheiro, mesmo sem problemas de saúde. O colunista Claudio Humberto (www.diariodopoder.com.br) lembra que, há três anos, o Senado aprovou projeto que limitava os supersalários. Agora o projeto está na Câmara, onde dorme esquecido.

…é bobagem

O deputado federal gaúcho Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, usou dinheiro de sua cota parlamentar para visitar o ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba. Desde que tenha alguma relação com o exercício do mandato, a cota parlamentar pode cobrir viagens nacionais, seja para onde for. A assessoria de Pimenta diz que foi a uma atividade do PT paranaense, em Curitiba. E aproveitou a oportunidade para pedir instruções na cadeia. Por que deixaria Haddad com o monopólio das conversas do cárcere?

Questão de prioridade

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O governador João Doria inaugurou novas e amplas instalações para o 8º Distrito Policial do Brás, em São Paulo. Foram investidos R$ 4,6 milhões nas obras – parte, ao que dizem, de R$ 100 milhões oferecidos pela Febraban, Federação Brasileira de Bancos, para reformas de distritos policiais, tudo, é claro, sem interesse algum. O DP reformado ficou bonito, bem mobiliado, mas talvez não seja esta a maior necessidade da Polícia Civil paulista.

Nela, falta preencher 24 mil vagas, faltam coletes à prova de bala, há coletes com prazo de validade vencido. E o salário dos policiais civis é o mais baixo do Brasil, embora trabalhem no Estado mais rico do país. Delegacias bem montadas e bem equipadas são um excelente cartão de visita. Mas polícia é mais do que isso: exige salários, equipamentos, ciência, quadros completos.

Petróleo sem problemas

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O ataque a refinarias sauditas, seja iniciativa iraniana (que disputa com a Arábia Saudita a liderança do Oriente Médio árabe), seja iniciativa dos rebeldes iemenitas contrários ao regime de seu país, apoiado pelos sauditas, está sendo considerado um problema passageiro. Imagina-se que não haverá falta de petróleo, nem alta explosiva de preços. Imagina-se que a situação logo voltará ao normal. Se o que se imagina for otimista demais, há ainda a liberação das reservas estratégicas dos EUA. No Brasil, a Petrobras avalia a situação, mantendo preços. Os juros brasileiros devem cair mais um pouco.*

(*) Coluna Carlos Brickmann

SANATÓRIO GERAL

Discípulo de Dilma

Ao tentar explicar o inexplicável, Rodrigo Maia ganha uma bolsa do Curso de Frases sem Pé nem Cabeça da Professora Dilma

“Ou a gente fala a verdade ou quer se enganar? Quer o financiamento da pessoa física às eleições, não tem problema: a classe média não tem recurso pra financiar, não tem cultura pra financiar; o mais pobre nem se fala. Vão financiar pessoas físicas ricas e vão escolher quem vai ser eleito e quem não vai ser eleito. O fundo eleitoral dos partidos, já que não há financiamento de pessoa jurídica, é um encaminhamento que gera a democratização do processo eleitoral. Gera polêmica? Gera. Mas a maior polêmica seria se não tivesse eleição”.

(Rodrigo Maia, presidente da Câmara, conhecido pelo codinome Botafogo no Departamento de Propinas da Odebrecht, ao tentar justificar mais um tapa na cara do Brasil que presta, desandando num palavrório que merece garantir-lhe uma bolsa de estudos no Curso de Frases sem Pé nem Cabeça da Professora Dilma Rousseff).*

(*) Blog do Augusto Nunes

EM XEQUE, O COMBATE À CORRUPÇÃO

Por que não se acaba logo com a Lava Jato

É tão ruim o clima de desconfiança dentro do governo que uma operação corriqueira da Polícia Federal só serviu para agravá-lo. Dentro do Congresso, serviu para acirrar ainda mais os ânimos contra a Lava Jato, tida como algoz da política e dos políticos.

Não é todo dia que policiais apreendem documentos e computadores em gabinete de senador. Mas ontem não foi a primeira e nem será a última vez. De resto, ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, que tudo avalizou, tinha e tem poder para isso.

O alvo foi o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE), líder do governo, suspeito de ter embolsado R$ 5,5 milhões em propina quando era ministro da presidente Dilma. O senador pôs seu cargo de líder à disposição do presidente Jair Bolsonaro

Antes de Bezerra Coelho, os então senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Aécio Neves (PSDB-MG) passaram por igual constrangimento. No caso deles, pior. Amaral depois foi preso e cassado. Aécio ficou em prisão domiciliar por algum tempo.

Alto lá! Que favores o Senado tem prestado ao Judiciário? Certamente Alcolumbre quis se referir ao seu empenho pessoal para barrar a criação da CPI da Lava-Toga destinada a apurar denúncias de prevaricação contra ministros de tribunais superiores.

Os requisitos para a criação de uma CPI estão no artigo 58, parágrafo 3º da Constituição: requerimento assinado por um terço dos membros da Câmara ou do Senado; fato determinado a ser investigado; e definição de prazo para a conclusão dos trabalhos.

É o que basta. Satisfeitas tais exigências, a CPI deverá ser instalada e começar a trabalhar. Não interessa que ela desagrade aos presidentes dos três poderes da República, muito menos a um deles particularmente. Cumpra-se o que manda a lei, e ponto.

O fato é que a Lava Jato está no banco dos réus pelo que fez de bom e pelo que fez de ruim. De bom ao desvendar o escândalo do petrolão, mandando para a cadeia políticos de todas as cores. De ruim ao cometer grossas irregularidades na condução de processos.

Dito de outra maneira: o combate à corrupção está em xeque. Por razões sobejamente conhecidas, o presidente Jair Bolsonaro não quer que ele vá em frente, nem o Congresso quer, e parte do Judiciário teme seja atingido se mesmo assim ele prosperar.

O que se ficou sabendo com a revelação das conversas entre procuradores de Curitiba e o ex-juiz Sérgio Moro fragilizou a Lava Jato e provocou sérios danos à sua reputação. Os que a ela sempre se opuseram sentem-se à vontade para tentar enterrá-la.

Não seria tão difícil assim. No passado, o Congresso cogitou aprovar uma anistia para beneficiar quem roubou, quem deixou roubar, e quem apenas fosse suspeito de ter feito uma das duas coisas. Por que não retomar a ideia e, mais tarde, sair por aí pedindo votos?

Por que Bolsonaro simplesmente não demite o ministro Moro que deixa a Polícia Federal ir atrás do que não devia? Diga-se que Moro, mesmo que quisesse, não poderia suspender uma operação da Polícia Federal autorizada por um ministro do Supremo.

Mas até as garças que frequentam os jardins do Palácio da Alvorada comentam que Bolsonaro, se pudesse, já teria se livrado de Moro. A recíproca não é verdadeira porque Moro não poderia livrar-se de Bolsonaro a não ser que ficasse desempregado.

A hipótese, porém, não deve ser descartada. Bolsonaro recuou do propósito de degolar o Diretor-Geral da Polícia Federal. Foi exigência de Moro para seguir ministro. Se mais adiante recuar do recuo como já fez, Moro pedirá as contas. A ver. A ver.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

COM O MEU, COMO O SEU, COM O NOSSO DINDIM

Governo vai rasgar R$ 40 milhões com publicidade para mudar imagem lá fora

O governo vai rasgar R$ 40 milhões. Esse é o custo da campanha publicitária que será veiculada no exterior, uma tentativa de melhorar a imagem do país lá fora. Essa estratégia nunca deu certo. Para recuperar sua imagem, o país precisa mudar de verdade, profundamente.

A ideia de que uma propaganda vai alterar a visão do mundo jamais fez sentido. A campanha “Brazil by Brazil” será veiculada às vésperas da Assembleia Geral da ONU, dia 24, que terá o discurso do presidente Jair Bolsonaro em sua abertura. A imagem do país foi desgastada pela atuação do governo na questão ambiental. A propaganda será exibida nas redes sociais e em aeroportos e estações de metrô de Nova York e capitais europeias, por exemplo.

A estratégia não é nova. Na época da ditadura, o governo fez campanha para dizer que não havia tortura no Brasil. Não funcionou. Havia tortura, e a informação continuou a circular. O mundo agora é muito mais conectado que nos anos 1970. Hoje também há mais enviados especiais do exterior ao Brasil.

Bolsonaro, desde a campanha, fez declarações que induziam ao desmatamento. Criticava o Ibama, o ICMBio, a Funai. Eleito, nomeou um ministro do Meio Ambiente que ameaça servidores e que nunca havia ido a Amazônia. A região é complexa, e o presidente ignorou isso. Na semana passada, por exemplo, ministros se reuniram com garimpeiros ilegais da região que protestavam contra órgãos do governo que combatem o desmatamento, a invasão de terras públicas e o garimpo ilegal. Os fatos falam por si. Logo no início, o governo tentou retirar a Funai do Ministério da Justiça e levar para outra pasta sem relação com o assunto. Ainda colocou um ruralista para cuidar da demarcação de terras indígenas.

O governo tem uma visão paranoica. Acha que as críticas cresceram porque foi fechado o acordo de livre comércio Mercosul/União Europeia. Não. As críticas aumentaram porque, depois de muito desmatamento, há mais focos de incêndio na Amazônia. O presidente disse que incêndios sempre ocorreram. Mas neste ano o nível foi muito alto.

Em 2004, o governo Lula, na gestão da ministra Marina Silva, decidiu fazer um ataque frontal ao desmatamento, que caiu. Isso melhorou a imagem do Brasil. Não foi uma campanha publicitária.

É uma perda de tempo acreditar que o produto muda com uma embalagem diferente. O país precisa mudar, de fato, as políticas ambiental e indigenista. As mudanças climáticas continuam sendo negadas pelo ministro do Meio Ambiente e pelo chanceler. Essa campanha publicitária será dinheiro jogado fora.*

(*) Miriam leitão – O Globo

OAB, UM SINDICATO DE FRANCARIA

OAB defende ‘independência’ entre os poderes e critica buscas no gabinete de Bezerra

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Charge do Chico Caruso (O Globo)

 

A Ordem dos Advogados do Brasil divulgou nota na qual manifesta ‘preocupação’ com a operação de busca e apreensão realizada nesta quinta, 19, no gabinete do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB–PE). Na nota, a OAB diz que a operação foi feita ‘à revelia das Casas legislativas e baseada em fatos extemporâneos’.

“Medidas de tal gravidade, seja em relação a qualquer cidadão ou em face de um outro poder da República, mereceria no mínimo o requerimento expresso do titular da ação penal, o Ministério Público“, acentua a Ordem.

BARROSO BANCOU – A Procuradoria-Geral da República manifestou-se contra a investida policial nos endereços do senador alegando que seria uma medida de pouca utilidade, mas o ministro Luís Barroso, do Supremo, ignorou esse posicionamento e deu sinal verde para a PF agir.

“Na ocasião de oitiva da Procuradoria-Geral da República, esta se manifestou contrária à medida deflagrada na data de hoje, por entender que ali não estavam presentes os requisitos legais que a autorizassem”, destaca a OAB.

O apartamento do senador e o gabinete do deputado federal Fernando Filho (DEM-PE), filho de Bezerra, também foram alvo de buscas.

DIZ A DEFESA – Segundo o criminalista André Callegari, que defende o senador Fernando Bezerra e seu filho, a PGR opinou contra as buscas, afirmando que ‘a medida teria pouca utilidade prática’.

‘A separação e a independência entre os Poderes são bases do Estado democrático de direito e não podem, sob nenhuma hipótese, serem abaladas’, salienta a nota da OAB, que acredita que deve ‘proteger as prerrogativas do Parlamento brasileiro, reafirmando a crença na independência dos poderes’.

“Poderes harmônicos e independentes não são soberanos e se encontram sujeitos aos ditames da Constituição Federal.”*

(*) Pedro Prata e Fausto Macedo
Estadão

RAQUEARAM POR AMOR À PÁTRIA

‘Quinto elemento’, preso na Spoofing, é suspeito de ser o mentor intelectual do hacker Walter Delgatti

Charge do Cazo (blogdoafr.com)

 

Um dos alvos presos pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Spoofing, nesta quinta-feira, dia 19, o programador de computadores Thiago Eliezer Martins , é suspeito de ser o mentor intelectual do hacker Walter Delgatti Neto , que havia admitido as invasões ao Telegram das autoridades públicas.

De acordo com as investigações, Eliezer era especialista em descobrir falhas em sistemas de informação e teria passado conhecimentos de informática para Delgatti Neto. Por causa de suas orientações, ele era até mesmo chamado pelo hacker pela alcunha de “professor”. A PF agora investiga se Eliezer tinha ligação direta com as invasões realizadas por Delgatti.

“CRASH / CHICLETE” – Os investigadores querem saber se o programador de computadores orientou Delgatti ou mesmo se atuou diretamente nessas invasões. Além de professor, Eliezer tinha a alcunha de “Crash” nas conversas entre o grupo de Walter Delgatti Neto. Também era conhecido pelo apelido de Chiclete.

A PF também apura a evolução patrimonial de Eliezer, para descobrir se ele constituía o braço financeiro do grupo. Os investigadores tentam descobrir se houve pagamentos para a invasão do Telegram das autoridades públicas. Para isso, a PF pediu — e a 10ª Vara da Justiça Federal já autorizou — a quebra do sigilo bancário de Eliezer.

Em relação ao outro preso, Luiz Molição, a PF tem indícios de que ele guardava parte das conversas obtidas na invasão do Telegram das autoridades. Os investigadores querem saber se ele também participou das invasões e qual foi o papel dele no vazamento das conversas para órgãos de imprensa. Ao todo, subiu para seis o número de presos no caso dos hackers do The Intercept.

BRAÇO FINANCEIRO – A primeira fase da Spoofing foi deflagrada em 23 de julho e prendeu, além de Delgatti, outros três alvos ligados a ele. Todos permanecem presos preventivamente. A PF agora busca um possível braço financeiro do esquema e ainda não descartou que o grupo tenha sido pago para realizar as invasões.*

(*) Aguirre Talento
O Globo

“CHICLETE COM BANANA”

Rosa Weber nega liberdade a casal preso na Operação Spoofing suspeito de hackear autoridades

Charge do Cazo (blogdoafr.com)

 

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira, dia 18, um pedido de liberdade feito pela defesa de dois supostos hackers presos em julho no âmbito da Operação Spoofing – o casal Gustavo Elias dos Santos e Suelen Priscila de Oliveira.

Gustavo é apontado pela Polícia Federal como o ‘testa de ferro’ de Walter Delgatti Neto, o ‘Vermelho’, que confessou o hackeamento de autoridades como o ministro da Justiça Sérgio Moro e o presidente da República, Jair Bolsonaro. Suelen, sua companheira, também é investigada como possível integrante da organização criminosa que teria praticado estelionato e fraudes bancárias.

DEFESA – O habeas corpus foi apresentado pelo advogado Ariovaldo Moreira, que defende o casal. Ele afirmou que a Justiça Federal e a Polícia Federal não são as instituições competentes para conduzir a Spoofing, e que o foro competente deveria ser a Justiça estadual em Araraquara, no interior de São Paulo.

A ministra afirmou, na decisão, que ainda não era possível o Supremo Tribunal Federal analisar o pedido de liberdade, porque ainda não foi concluída a análise do mérito do habeas corpus que a defesa apresentou no Superior Tribunal de Justiça. Além de Suelen, Gustavo e Vermelho, a primeira fase da operação prendeu Danilo Marques, que havia emprestado a conta bancária para uso de Walter.

‘CHICLETE’ – Nesta quinta-feira, no entanto, a PF deflagrou a segunda fase da operação Spoofing, em que foram presos o programador de computadores Thiago Martins, o ‘Chiclete’, além de Luiz Molição. Molição foi preso em Sertãozinho, no interior de São Paulo, com transferência prevista para Brasília.

No pedido de habeas corpus apresentado ao Supremo, a defesa do casal também rebateu os argumentos que levaram à manutenção da prisão da PF, para a manutenção da prisão de Gustavo. Foi apontado pela PF como justificativa a apreensão de R$ 99 mil em seu apartamento no dia da busca e apreensão em seu imóvel em Araraquara. Na ocasião, Gustavo disse que a quantia era proveniente de transações com criptomoedas.

BITCOINS – “Ainda que houvesse algum tipo de crime envolvendo criptomoedas, como utilizado de argumento para manutenção do cárcere, a competência seria Estadual e não Federal. Isso por si só demonstra como estão sendo feridos diversos constitucionais dos impetrantes”, afirmou Ariovaldo Moreira. “O próprio STJ, no Conflito de Competência 161.123, decidiu que: ‘Compete à Justiça estadual julgar suposta prática de crime envolvendo a negociação de bitcoins’”.

O advogado sustentou que a manutenção do casal na prisão exagerada e de ‘índole’ política. “O fato de autoridades do governo terem sido, em tese, vítimas, está colocando em cheque a própria força normativa da Constituição Federal. Onde está a isonomia? A decisão imparcial e equidistante? A defesa clama ao Supremo Tribunal Federal que restitua a ordem constitucional e demonstre a força normativa da Constituição da República, e do próprio Tribunal, que jamais sucumbirá à pressão, seja ela política, ou de qualquer outra espécie, aplicando-se o Direito independentemente de quem seja o réu/investigado e das supostas vítimas”.

VÍNCULOS – Na peça, a defesa insistiu que Suelen e Gustavo não tiveram nenhuma participação em fraudes de dispositivos de celular. Também usa o trecho de uma citação de uma petição da Polícia Federal, de 30 de agosto, endereçada à 10ª Vara Federal de Brasília informando que “não foi localizado nos materiais arrecadados durante a Operação Spoofing qualquer áudio, imagem, documento ou conversa que pudesse vincular Gustavo Henrique Elias diretamente às invasões de contas do Telegram de autoridades públicas.”*

(*) Patrik Camporez  
Breno Pires
Estadão

JÁ DEVERIA ESTAR JUNTO COM O LULA

Juiz Bretas diz que é “inconcebível autorizar” e veta viagem de Temer a Oxford para palestrar

 

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O juiz Marcelo Bretas negou na última quarta-feira, dia 18, um pedido da defesa do ex-presidente Michel Temer para realizar uma viagem ao exterior no período de 13 a 18 de outubro. Em agosto, o emedebista solicitou autorização do magistrado para ir à Inglaterra, fazendo uso do passaporte diplomático, para palestrar na entidade The Oxford Union, uma instituição de debates estudantis. O Ministério Público Federal (MPF) se opôs ao pedido.

“É para mim inconcebível autorizar o acusado requerente a realizar viagem internacional, com o uso de passaporte diplomático, para participar de um evento acadêmico, situação incompatível com o status de réu em ações penais pela prática de atos de corrupção”, escreve Bretas, afirmando ainda que, a autorização só aconteceria em “uma situação de verdadeira necessidade, como uma questão de tratamento de saúde, por exemplo”, o que não é o caso.

SEM MEDIDA CAUTELAR – Temer foi preso em 21 de março deste ano. Quatro dias depois, o desembargador Antonio Ivan Athié, relator do caso no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), deferiu a liminar para determinar a soltura do ex-presidente, sem a imposição de qualquer medida cautelar.

No início de maio, no então, a 1ª Turma Especializada do TRF-2 cassou a liminar e Temer foi preso novamente. Em seguida, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) substituiu a prisão preventiva de Temer por medidas cautelares, entre as quais a proibição de deixar o país sem autorização judicial e a entrega do passaporte.

GRAVES ACUSAÇÕES– “Veja-se que a situação do peticionante não é igual a de um indivíduo em plena liberdade. Pairam contra si acusações gravíssimas, objeto de pelo menos duas ações penais em trâmite neste juízo”, afirmou Bretas, responsável por mandar prender Temer pela primeira vez. O ex-presidente responde por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Ele virou réu duas vezes, acusado de receber propina nas obras de Angra 3.

A primeira ação fala sobre a contratação irregular da empresa finlandesa AF Consult, da Engevix e da Argeplan (empresa de João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, apontado como operador de Temer), para um contrato na usina nuclear, com a apropriação, segundo os procuradores, de quase R$ 11 milhões dos cofres públicos. Para o MPF, a Argeplan foi colocada no contrato como forma de devolução da propina para Temer.

Na segunda ação penal, Temer, o ex-ministro Moreira Franco, coronel Lima, o ex-presidente da Eletronuclear Othon Silva e outras cinco pessoas respondem pela contratação fictícia da empresa Alumi Publicidades, como forma de dissimular o pagamento de propina de cerca de R$ 1,1 milhão. Temer e os demais acusados negam as imputações do MPF.*

(*) Juliana Castro
O Globo

E AGORA, BOZO?

Chico Buarque, a mais nova saia-justa internacional de Bolsonaro

Cabe ao presidente assinar o diploma que chegou de Portugal e pagar metade dos 100.000 euros destinados ao vencedor do Prêmio Camões de literatura

Jair Bolsonaro está diante de uma tremenda saia-justa internacional. Chefe de Estado brasileiro, ele deve assinar o diploma e pagar metade dos 100 000 euros dados pelo Prêmio Camões de literatura ao vencedor.

O problema é que o laureado desse ano é ninguém menos que Chico Buarque, o amigão de Lula. As três vias do diploma, assinadas pelo presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, já chegaram ao governo para ganharem o autógrafo de Bolsonaro e retornarem a Lisboa. Estão com Osmar Terra, a quem a Cultura está subordinada.

Chico foi escolhido em maio, por unanimidade, pelo júri formado por representantes do Brasil, Portugal, Moçambique e Angola. A cerimônia de entrega ainda será marcada, em Lisboa.

Na semana passada, o Itamaraty vetou a exibição de um filme sobre o cantor, compositor e escritor numa mostra de filmes no Uruguai.*

(*) Evandro Éboli, coluna Radar, veja.com