POR QUE SÓ NO FINAL DO GOVERNO?
A PROPÓSITO
AQUI É SEMPRE CARNAVAL…
“O humor é a mais sã das formas de lucidez”. *
(*) Jacques Brell (1929-1978), cantor e compositor belga.
É A ELEIÇÃO, IDIOTAS!
Serra segue tática histórica do PSDB para inaugurações
Nos últimos 4 mandatos, 14 das 15 estações de metrôs concluídas foram inauguradas em ano de eleição
SÃO PAULO – “Daqui pra frente é assim: uma inauguração atrás da outra”. A frase do ator Dan Stulbach que encerra a mais recente propaganda na TV sobre a “temporada” de entrega de novas estações da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) retrata calendário político que tem sido adotado pelos governos do PSDB no Estado desde a gestão Mário Covas (1995-2001): inaugurar as obras em ano eleitoral. Das 15 estações concluídas nos últimos quatro mandatos, 14 foram inauguradas no ano em que o governador esteve em campanha. A última delas – Estação Sacomã da Linha 2-Verde, na zona sul -, foi feita há dez dias pelo governador José Serra, provável candidato tucano ao Planalto.
Até o fim de março, antes do prazo final para desligar-se do cargo, caso concorra a presidente, Serra pretende inaugurar outras duas estações na Linha 2 e duas da nova Linha 4-Amarela entre as avenidas Paulista e Faria Lima, ambas em fase final de acabamento. Ainda este ano, haverá mais quatro inaugurações.
Todo cronograma é destacado pela peça publicitária apresentada pelo ator e produzida pela agência do publicitário Duda Mendonça, que tem contrato semestral com o Metrô no valor de R$ 14 milhões. A publicidade das obras e qualidade do transporte subterrâneo é divida com a agência MPM Propaganda, que recebe R$ 11 milhões por seis meses.
Ao todo, Serra pretende entregar neste ano eleitoral nove estações, mais do que nas duas campanhas do ex-governador Geraldo Alckmin – foram seis em 2002, quando se reelegeu, e duas em 2006, quando perdeu a disputa ao Planalto para Lula -, e na de Mário Covas à reeleição em 1998 – cinco.
”Tradição”
Segundo o historiador Marco Antonio Villa, “é tradição desde o restabelecimento das eleições diretas (1989) deixar tudo (inaugurações) concentrado no período pré-eleitoral e a população já se acostumou com isso”. Para ele, isso faz parte de estratégia política do governante-candidato para tentar conquistar mais votos. “Certamente tem efeito positivo, porque se repete sempre nas esferas municipais, estaduais e federais”.
O governo José Serra nega que a concentração de inaugurações para este ano tenha conotação eleitoral e afirma que elas seguem cronograma de obras previamente estabelecido. O Metrô informou, via assessoria, que “o período necessário para construção e inauguração de estação depende de fatores, entre outros, que envolvem planejamento e execução de contrato, obtenção de recursos, licitação, encaminhamento do processo de desapropriação da área e imprevistos que eventualmente podem interferir no cumprimento do cronograma”.
(*) Estadão.
DICA DE LIVRO
Acabei de reler – (isto, reler!) – o extraordinário “Há Controvérsias”, editora artepaubrasil, de São Paulo, do nosso colaborador aqui no site, Ronaldo Werneck, jornalista, poeta e cronista, mineiro de Cataguases. Sobre o livro, faço minhas as palavras do escritor gaúcho Moacyr Scliar: “(…) Humor, talento, grandeza humana: Ronaldo Werneck é tudo isso e muito mais, esteja ele escrevendo sobre política, ou sobre futebol, ou sobre a arte de curtir a vida”. *
(*) Acir Vidal, editor do site.
INTERFERÊNCIA BANANEIRA
Chávez diz que seria “nefasto” se direita brasileira vencesse eleições
( A VERDADEIRA ‘ESQUERDA )
Caracas, 7 fev (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, indicou hoje que seria “nefasto” para a América Latina se a direita recuperasse o Governo do Brasil nas próximas eleições presidenciais, em outubro.
“Neste ano há eleições no Brasil e temos certeza de que o império americano vai apostar tudo na direita brasileira, para ter desde 1º de janeiro do ano que vem um Governo subordinado às ordens americanas. Isso seria nefasto para a união da América do Sul”, disse Chávez em seu programa dominical “Alô Presidente”.
“Não nos intrometemos nos assuntos internos, mas cabe a nós saber o que acontece nos países irmãos da América Latina e do Caribe”, acrescentou o presidente venezuelano.
Chávez advertiu que os setores direitistas do continente, com o amparo e a ajuda dos Estados Unidos, suscitaram uma ofensiva política para recuperar a posição que tiveram antes que surgissem as correntes progressistas que chegaram ao poder em vários países da região.
“A direita imperialista e lacaia se reúne e contra-ataca, continua tentando voltar ao poder”, assinalou Chávez.
O líder explicou que essa ofensiva tenta “afastar nossos Governos uns dos outros para enfraquecê-los, atacar a Unasul, a Alba”. Ele assegurou o mesmo ocorreu em relação “ao golpe de Estado de Honduras e às sete punhaladas no coração da União Sul-Americana, que são as bases estrangeiras na Colômbia”.
Chávez insistiu que “hoje a união é muito mais necessária porque o império e as burguesias lacaias trabalham para impedir a união”.
Ao se referir às eleições brasileiras, o presidente disse que tinha “grande esperança que o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que não se subordinou às ordens do império ianque e foi nosso aliado, continue seu curso, continue seu ritmo”.
Chávez afirmou que o Governo Lula “é aliado dos povos da América, dos povos progressistas”.
(*) Notícias UOL.
A PROPÓSITO
PERGUNTAR NÃO ESTUPRA:
- Você, atilado leitornauta (copirraite Curt Nees), entraria nessa mesa de pôquer? *
(*) Acir Vidal, editor do site.
QUANDO OS FANFARRÕES SE BICAM
Críticas de FH provocam reação de governistas
Chamada de “boneco de Lula” por ex-presidente,
Dilma reforça comparação entre os dois governos
O governo saiu ontem em bloco para responder às críticas feitas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à estratégia adotada pelo Palácio do Planalto para tentar vencer as eleições de outubro. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à corrida presidencial, reconheceu que o governo tucano deu contribuições ao país, mas mostrou que não deixará de fazer comparações entre o que foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu antecessor.
– Não estou desmerecendo ninguém, estou dizendo que nosso caminho é melhor – disse a ministra.
Em artigo publicado ontem nos principais jornais do Brasil, entre eles Zero Hora, Fernando Henrique afirmou que o presidente Lula, levado por “momentos de euforia”, está “inventando inimigos e enunciando inverdades”. FH mostrou disposição para entrar no embate das realizações de cada governo, polarização defendida por Lula. “Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa”, escreveu FH em seu artigo.
Para Dilma, o que o governo defende é uma comparação para a escolha de caminhos.
– Essa é a forma de nós confrontarmos as possibilidades – disse a ministra, pouco antes de participar de um evento do PT, em Brasília.
FH afirmou em seu artigo que a estratégia adotada pelos petistas seria uma tentativa de ganhar as eleições “com o retrovisor”. Dilma rebateu:
– Houve passos no governo anterior, agora, o que estou dizendo é que o nosso caminho é melhor.
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também defendeu as comparações e disse que o PT está disposto a debater com os tucanos propostas para o futuro.
– Assim que mostrarem aquilo que querem fazer, nós vamos comparar com aquilo que queremos fazer daqui para frente – disse.
O ex-presidente argumentou em seu artigo que o governo ignora dados e insiste em contar sua versão dos fatos para tentar “desconstruir o inimigo principal”, os tucanos. O empréstimo feito pelo país em 2002, junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), foi um dos exemplos citados por FH de custos enfrentados pelo Brasil por anos de “bravatas” do PT e que hoje são ignorados pelos petistas.
– O governo pediu US$ 14 bilhões porque só tinha US$ 16 bilhões de reservas e tinha atrelado a sua dívida interna aos dólares. Hoje, temos reservas de US$ 240 bilhões – respondeu Dilma.
Citado por FH no artigo, o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, disse que quem não reconheceu os feitos do governo passado foi o candidato tucano ao Planalto em 2006, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin.
– Ele (Alckmin) ficou envergonhado de defender o governo FH – disse.
No artigo, o ex-presidente lembra que Dutra, que já presidiu a Petrobras, reconheceu que votaria contra uma eventual proposta de volta ao monopólio do petróleo, tema defendido por muitos anos pelo PT. Dutra confirmou sua posição contrária ao monopólio, e disse também que já elogiou outra medida tomada pelo governo FH que hoje é alvo de críticas dos próprios tucanos.
– Um dos grandes motivos para o crescimento da Petrobras foi a agilidade que ela ganhou a partir do momento em que não teve mais de cumprir a Lei 8.666 (de Licitações). Agora, o TCU bombardeia esse decreto, que é do governo FH, e a oposição fica do lado do TCU – disse.
No sábado, Fernando Henrique comparou Dilma a um boneco manipulado pelo presidente Lula. Num seminário destinado a prefeitos e vereadores do PSDB, recomendou que os tucanos não tenham medo da popularidade de Lula, a quem chamou de ventríloquo de Dilma. Segundo participantes, FHC duvidou do potencial de transferência de votos de Lula para Dilma porque o eleitor “desconfia de bonecos’’.
A PROPÓSITO
Sobre FHC, disse Millôr Fernandes: “O que FHC já escreveu de besteira é incrível. Os livros dele são os de um bobo. É tão tolo quanto o Sarney, só que mais barroco.”. E sobre Lulla: “Um líder aspirando cada vez mais a pompa e tropeçando cada vez mais nas circunstâncias”. *
(*) Acir Vidal, editor do site, pela transcrição.
(*) Estadão.
CHAMOU DE LADRÃO OU NÃO?
Farpas do eterno presidenciável, Ciro Gomes (PSB-CE), [o cheira-peidos do presiMENTE Lulla], sobram para o ex-ministro José Dirceu. “Gosto dele, mas acho que tem uma cabeça política que precisa muitas vezes ser contrastada. Zé Dirceu tem o ego pouco regulado e de vez em quando navega na maionese”, afirmou. As críticas são em razão de viagem de Dirceu ao Ceará e Pernambuco, onde teria articulado contra a candidatura de Ciro. “Resolvi dizer: “Zé, chega. Muda de método que essa simulação de alter ego do Lula só serve para desinformar”.” E disparou: “Neste momento, para recuperar o espaço perdido, simula para o planeta que é íntimo de Lula de novo. Com isso ganha dinheiro e, por outro lado, faz política. Ele não é consultor da República? E ganha quanto por isso?”
(*) No Estadão.
É SEMPRE CARNAVAL…
Poder Executivo deve ultrapassar 100 mil novos cargos no governo Lula
Aumento foi de 63.270 de dezembro de 2002 a outubro de 2009; Orçamento autoriza mais 46.151 vagas este ano
Quando chegar ao fim de seu segundo mandato, em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá contratado cerca de 100 mil pessoas apenas para o Poder Executivo. É um exército de auditores, pesquisadores, analistas, advogados, professores, entre outros profissionais, que começaram a trabalhar nos diversos órgãos do governo nos últimos oito anos.
Para ter uma ideia da dimensão desse contingente, corresponde a mais de duas vezes o quadro de 45 mil funcionários da mineradora Vale, segunda maior empresa brasileira. Também é praticamente igual aos 110 mil empregos gerados por todas as montadoras de carros instaladas no Brasil.
Dados do Ministério do Planejamento mostram que, entre dezembro de 2002 e outubro de 2009, aumentou em 63.270 o número de servidores públicos civis, para 549 mil. O valor exclui aqueles que substituíram funcionários aposentados. O Orçamento autoriza a criação de mais 46.151 vagas este ano, mas o governo não costuma utilizar tudo que está previsto. Como 2010 é ano eleitoral, os concursos só ocorrem até junho.
As contratações de Lula praticamente compensaram o enxugamento feito no governo anterior e reverteram uma política de corte de funcionários públicos iniciada em 1990. Com mais folga no Orçamento, graças ao crescimento da economia e à reforma da Previdência de 2003, o Executivo tem hoje o mesmo número de servidores que em 1997.
A administração do Partido dos Trabalhadores (PT) defende “um novo papel estratégico do Estado”, que seria “incompatível com uma política de corte de pessoal”, conforme um informe do Ministério do Planejamento. “Estamos recuperando a capacidade do Estado de atuar”, disse o secretário de gestão do ministério, Marcelo Viana Estevão de Moraes. Segundo ele, o objetivo é recompor o quadro e requalificar os servidores. Ele também explica a expansão pelo compromisso assumido com o Ministério Público de substituir trabalhadores terceirizados por concursados.
A área da educação liderou as contratações até agora, com 29.226 funcionários a mais entre dezembro de 2002 e maio de 2009 (último dado disponível por setor). É natural, porque se trata de uma áreas de maior peso na estrutura de pessoal do governo. Segundo o secretário, a política de elevar o número de vagas nas universidades também contribuiu. Entre as carreiras mais beneficiadas estão Polícia Federal, Receita Federal, Previdência Social e Advocacia-Geral da União.
Para o economista do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea), Marcelo Caetano, um dos maiores problemas do aumento de servidores é a “rigidez desse gasto”. Graças a vantagens como garantia de emprego e aposentadoria integral, cada servidor permanece na folha de pagamentos da União por cerca de 50 anos – a diferença entre a idade média de entrada no serviço público (32 anos) e a expectativa de vida (80 anos).
348% A MAIS DE SALÁRIO
O governo Lula também promoveu um agressivo reajuste dos salários dos servidores, bem acima dos níveis da iniciativa privada. Um auditor fiscal da Receita começa a carreira hoje com salário de R$ 14,7 mil. No fim do governo Fernando Henrique, o salário final da categoria era R$ 7,3 mil. Um analista de gestão pode ganhar hoje R$ 17,3 mil e um fiscal de defesa agropecuária, R$ 14,9 mil. O reajuste mais significativo foi concedido aos pesquisadores do Inmetro: 348%, para R$ 12,3 mil.
Para o governo, os reajustes servem para atrair e reter os melhores talentos na administração pública. O especialista em contas públicas Raul Velloso avalia que a proximidade do PT com os sindicatos influencia. “Esse é um governo em que os sindicatos estão lá dentro.”
Um crescimento significativo no número de servidores públicos – teoricamente mais motivados por causa dos expressivos reajustes de salários – deveria significar um atendimento melhor à população. O problema é que não existe uma maneira sistematizada de medir isso.
“Mais importante do que o contingente de servidores seria discutir a sua produtividade”, disse o economista da Corretora Convenção, Fernando Montero. Ele explica que é muito complicado, porque não existe um preço para os serviços oferecidos pelo setor público, como saúde, educação ou segurança.
Para Moraes, do Planejamento, a produtividade cresceu, já que hoje o governo atende a uma população maior com o mesmo número de servidores que tinha há 12 anos. Ele também argumenta que parte da redução das famosas filas do INSS pode ser atribuída ao maior número de funcionários.
Mas a percepção da população sobre o setor público é negativa. Em pesquisa do Ibope, a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 72% da população considerou o governo Lula ótimo ou bom e elogiou a condução da economia e os programas sociais. A avaliação dos serviços prestados pelo Estado, no entanto, foi fraca: 59% desaprovam a segurança pública, 57% desaprovam o atendimento da saúde e 55% avaliam que pagam impostos demais em relação aos benefícios que recebem.
(*) Estadão.
A PROPÓSITO
DURANTE O DOMINGÃO DO FAUSTÃO
A MELÔ DE SEMPRE
E O CARNAVAL CONTINUA…
Deputados e senadores retornaram à atividade. Tudo voltou ao normal em Brasília. Inclusive as anormalidades.

No Congresso, José Sarney discursou em defesa da “ética” e da “moralidade”. Na Câmara Legislativa da Capital, foi lida a mensagem de José Roberto Arruda.
O governador dos panetones anotou no texto: “Toda crise passa”. Evocando o apóstolo Paulo, disse que trava o “bom combate”. Mais: “Não perdi a fé”.*
(*) Texto do blog do Josias de Souza.
EM TEMPO
“Nestepaíz”, acabar com a corrupção é o objetivo
supremo de quem ainda não chegou ao poder. *
(*) Acir Vidal, editor do site, relendo Millôr Fernandes.
ELEIÇÕES 2010
EMPULHAÇÃO TUCANA *
São Paulo atravessou um dilúvio, redes de esgoto invadiram galerias pluviais, centenas de pessoas perderam o que tinham, e o governador José Serra descobriu que parte do problema está na imprensa:
“Outro dia inaugurei um piscinão com 500 metros cúbicos, o segundo maior piscinão do Brasil. A imprensa não deu a menor bola. Porque dá-se bola para o problema, mas para a solução, não”. Que solução? Em 2006, o tucanato paulista anunciou que reduzira de 50% para 1% o risco de enchente nas margens do rio Tietê. Os meios de comunicação, felizes, registraram a proeza e caíram na maldição atribuída ao general Orlando Geisel (1905-1979): “A imprensa desinforma, deseduca e ofende o vernáculo”.
Diante de um repique na taxa de homicídios no Estado (4.771 mortos em 2009 contra 4.426 em 2008), Serra atribuiu os números, “basicamente” à “crise econômica e ao desemprego”.
É a velha lenda: crise provoca crime. Se fosse assim, como explicar que a taxa de homicídios caiu 10,4% na Grande São Paulo? Mais: o epicentro do terremoto financeiro ficou em Nova York. Lá o desemprego chegou a 10,3%, o maior em 16 anos, mas os homicídios foram 466, com uma queda de 10% em relação ao ano anterior, o melhor resultado desde 1963.
(*) Elio Gaspari, na Folha de São Paulo (Assinantes).
A PROPÓSITO
PÔQUER IBOPE *
O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro está jogando 67 anos de prestígio da marca de seu instituto no pano verde das incertezas eleitorais.
Há alguns meses ele garante que o PT perderá a eleição presidencial. Faz isso baseado nas pesquisas de seu instituto e da capacidade analítica que acumulou em mais de 30 anos de serviço. Astrólogo não precisa fazer pesquisa e pesquisador não deve cravar previsões.
Com o crescimento da candidatura da comissária Rousseff, registrado pela CNT/Sensus, Montenegro acrescenta que Lula chegou ao teto de sua capacidade de transferir votos. (Isso oito meses antes da eleição e do início formal da campanha.) Se acontecer sabe-se lá o que, e o PT vencer, sempre se poderá dizer que Montenegro avançou o sinal. Mas o que se dirá do Ibope?
(*) Elio Gaspari, na Folha de São Paulo (Assinantes).

















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